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Escritos do Frei Rui

Sexta-feira Santa

Dia 02/04/2021. A Paixão de Cristo.

O Frei Rui nos brinda com mais uma bela homilia. Explica aspectos históricos, teológicos e espirituais do último dia de Cristo neste mundo. Jesus é crucificado. Entrega-se à morte e morte de cruz. Por que? Por amor.

Mas a lição mais importante é que a palavra final não foi a morte. Cristo ressuscitou! E está no meio de nós!

Que Deus nos abençoe e nos perdoe!

Obrigada, Jesus! Obrigada, Frei Rui!

Sexta Feira Santa

Frei Rui Depiné o.f.m.

3 horas da tarde.

Último dia de vida de Jesus Cristo neste mundo, na Palestina, Nazaré, Galileia, Cafarnaum, no meio do seu povo, junto de seus amigos e seguidores.

Nenhum ser humano jamais amou tanto este mundo como Ele. Amou os seus até o fim. Até o último suspiro na Cruz. Até a morte.

Sua via terrena se constitui no que há de mais elevado, grandioso, sagrado nesta terra.

Suas palavras, seus gestos, sua obra, sua doutrina são lembradas e seguidas por multidões

Sua prisão, seu julgamento, seu processo, sua sentença, sua condenação, sua crucificação foi, é e será sempre a maior injustiça, o maior engano, a maior farsa de toda história da humanidade, de todos os tempos e lugares.

Blaise Pascal diz: “Este Cristo na cruz será um eterno tormento enquanto o homem não lhe devolver sua inocência. ”

Sua Ressurreição deixa o mundo pagão - do pecado, da descrença, da incredulidade, da insanidade - confuso e perplexo. Ele, apesar de morto, não foi aniquilado. Ele não desapareceu. Não foi sepultado para sempre. Ele continua mais presente agora que antes.

E se transformou numa fonte universal de certezas e esperanças e presença humana. Muito mais do que isto, de promessas bíblicas que foram cumpridas no seu próprio corpo.

Este acontecimento que estamos celebrando nesta hora.

Hoje era o dia da morte do Cordeiro Pascal entre o povo judeu, para comemorar amanhã (sábado) a Páscoa Judaica, a libertação das mãos dos Faraós – da escravidão do Egito. Cristo se deixa matar neste mesmo dia. Ele substitui o cordeiro. Ele mesmo é comparado a um cordeiro que se deixa levar ao matadouro sem balir – sem abrir a boca.

Nenhum ser humano jamais ofereceu um ideal de vida tão elevado e profundo como Jesus Cristo – suas lições, seus ensinamentos, são inesgotáveis.