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Escritos do Frei Rui

Primeiro de Maio

Primeiro de maio. Dia do trabalhador. O Frei Rui sempre deu muita importância ao trabalho. Tanto que não parava de trabalhar. Além das suas atividades como religioso franciscano, o Frei Rui trabalhava em várias frentes: carregava caminhão, construía casas, fazia marcenaria, transporte, carregava móveis, saco de cimento, areia e tudo o que fosse necessário ao outro. Plantava, roçava, colhia, pescava e dava o fruto do seu trabalho para minimizar a fome e o sofrimento dos demais. Era excelente escritor, poeta, pensador, filósofo. Tinha o dom da oratória. Cantava muito bem e até tocava violão. O Frei trabalhava tanto que não cabe aqui detalhar, mas sim lembrar o quanto ele achava importante o trabalho. E é mesmo. O trabalho dignifica o ser humano. Congrega. Qualquer trabalho. Do simples ao mais complexo. Do pago ao voluntário. Hoje é o Dia do Trabalhador. Parabéns!

Obrigada Frei Rui! Seu trabalho aqui na terra ajudou uma multidão de pessoas e dignificou cada vez mais essa palavra: solidariedade.

1º. de Maio

Frei Rui Depiné o.f.m.

Dia 1º. de maio.

É o dia universalmente consagrado ao trabalho.

Que seria do homem se não tivesse ocupação, se não tivesse trabalho, se não tivesse nada para fazer neste mundo.

Seria um homem desocupado, seria um vadio – teria uma vida a toa – uma vida inútil – uma vida vazia – sem aspirações – sem motivações e sem sentido, sem talentos, sem capacidades.

Que seria do mundo sem o trabalho. O mundo seria impensável, impossível. Seria parado, desorganizado, desordenado, primitivo, selvagem.

O trabalho é obrigatório pois é toda a ação humana que transforma o mundo e a própria finalidade da vida humana. Diferente é a vida do homem moderno da vida do homem da pedra lascada.

Nós que nascemos no século XX já entramos num mundo evoluído – avançado.

Mas poderíamos nos perguntar – quanto trabalho já foi feito no mundo?

Quantos esforços.

Quanta luta.

Quanta solidariedade.

Quanto heroísmo.

Quantas vidas sacrificadas.

Só pensar nos trabalhos forçados, na escravidão.

Por este mundo já correram rios e mares de sangue.

É impossível mencionarmos todas as categorias de trabalhadores que existem no mundo.

É impossível mencionarmos todos os serviços prestados à humanidade por todas as pessoas que já passaram pelo mundo.

Sem todo este trabalho o mundo seria selvagem.

Um dia o mundo nasceu deserto. Nasceu até sem vida humana.

Sem nenhuma moradia.

Sem nenhuma estrada.

Sem nenhuma lavoura.

Sem nenhuma indústria.

Sem nenhuma técnica.

Sem nenhuma lei.

E até mesmo sem religião.

A própria religião é uma conquista e um crescimento do coração humano.

Agora poderíamos nos perguntar para onde leva todo este esforço, toda esta luta, toda esta dinâmica.

Para onde leva toda esta gigantesca mão de obra universal.

Levará a um paraíso terrestre? Ou levará à destruição da própria vida?

Tudo isto vai depender do sentido que o homem dá ao trabalho.

Sem Deus a cidade dos homens não será construída.

Saudamos todos os bons operários.