Escritos do Frei Rui
Poço de Jacó
Jesus não tinha preconceitos.
Nesta homilia o Frei Rui explica que Jesus conversa e bebe água com uma samaritana. Naquela época judeus e samaritanos não se falavam.
O Frei Rui, a exemplo de Jesus, também não tinha preconceitos.
Recebia a todos: de todas as raças, de todos os credos, de todos matizes ideológicos, de todas as classes sociais, todos os tipos de pessoas: eram todos irmãos.
As portas estavam sempre abertas. O sorriso, o conselho, a bondade, o acolhimento. Frei Rui nunca se economizou. Nunca fechou as portas. Nunca negou sorriso. Era ternura e ajuda ao próximo.
Nesta homilia ele fala sobre o Poço de Jacó. Ele esteve no Poço de Jacó quando foi à Terra Santa. Este poço ainda existe e ainda bebe-se água dele. É um símbolo. Símbolo a favor da diversidade e da irmandade. Vamos dar as mãos e beber da água que Deus nos deu.
Como dizia São Francisco no Cântico das Criaturas: “...Louvado sejas, meu bom Senhor, pela irmã água e seu valor, preciosa e casta, humilde e boa, se corre um canto a ti entoa...”
Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
Muito obrigada Frei Rui. Sua bêncão!
Poço de Jacó
Frei Rui Depiné o.f.m.
Onde está Jesus hoje, conforme o Evangelho de São João.
Jesus está no Templo
Sinagoga
Montanha
A beira mar
Na casa de Pedro
De Lázaro
De Marta e Maria
De Zaqueu
No Horto das Oliveiras?
Não.
Jesus está sentado no Poço de Jacó que fica na Samaria.
É pleno meio dia. Sol forte, mais de 40 graus. Não há sombra. É deserto. Jesus faz deste poço um lugar, um espaço de Revelação, de diálogo, de salvação. Jesus se apresenta como um estranho. Como um peregrino. Cansado e sedento.
O poço de Jacó era a vida para muitos moradores da Samaria. O Poço de Jacó não era só uma fonte de água. Era parte da história sagrada deste povo. Era um sinal de benção dos patriarcas a todos seus descendentes. Quem buscava água neste poço carregava junto a memória, os sentimentos dos antepassados. Este povo esperava ansioso pela chegada do Messias. Um dia Ele viria e haveria de morar no meio do seu povo.
Pleno meio dia. Uma mulher de longe com a cântaro na cabeça. Veio buscar água. Aproximadamente 6 km ida e volta. Conforme o consumo, fazia isto mais vezes por dia. Que bebia água deste poço:
Os habitantes
Os peregrinos
Os rebanhos
Os estrangeiros
Um homem desconhecido está sentado no poço. Poderia ser um malfeitor. Um atrevido.
Ele pede água para beber.
Jesus quebra o preconceito do silêncio.
Judeus e samaritanos não conversam. São inimigos mortais. Jesus é judeu. Ele é diferente. Conversa. A mulher assusta. Jesus insiste:
“Dá-me de beber.”
“Como tu sendo judeu pedes de beber a mim que sou samaritana?”
Era cortesia oriental não negar a ninguém um copo d’água nem que fosse o pior inimigo.
Jesus lhe diz:
“Se tu conhecesses o dom de Deus a quem te pede de beber – tu mesma – tu mesma lhe pedirias. E Ele te daria água viva.”
A mulher retrucou:
“Senhor, nem sequer tens um balde. O poço é fundo. De onde irias tirar água viva? Por acaso és maior que nosso Pai Abraão que nos deixou o poço?”
Respondeu Jesus:
“Todo aquele que beber desta água terá sede de novo mas quem beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede.”
A mulher lhe disse: “Senhor, dá-me desta água.”
O diálogo continua. Jesus sabe tudo a seu respeito. A mulher demonstra sua fé na chegada do Messias.
Ela faz parte do povo da Bíblia que crê no Messias.
Um dia Ele virá.
Jesus lhe diz: “Sou Eu que está falando contigo”.
E Jesus permanece alguns dias no meio deste povo.
E muitos acreditaram Nele.
Poço de Jacó - Samaria
Frei abrindo a porta do Batistério
Recebendo a todos no portão da Capela
Portas abertas no Batistério
Sempre sorrindo
Eram (e continuam sendo) muitos os amigos...