Homilias
Homilia Pentecostes
No último domingo a Igreja celebrou o imenso amor de Deus por nós, ao enviar o Espírito Santo, que nos inspira no conhecimento da palavra e na ação da obra do Senhor. A semana inteira nós continuamos a celebrar e nos alegrar com este evento maravihoso: Pentecostes!
Nesta bela homilia, de 2005, o Frei Rui nos deixa uma profunda reflexão a respeito.
Pentecostes
Frei Rui Depiné o.f.m.
50 dias depois da Páscoa – o grande acontecimento – Pentecostes que marcou profundamente a Comunidade dos Apóstolos – discípulos – da Igreja nascente.
Os Evangelistas Lucas e João situam Pentecostes em momentos diferentes.
Para Lucas (médico, grande amigo de São Paulo), Pentecostes foi 50 dias depois da Páscoa.
Para João foi no dia da Páscoa, a noite.
A data não é importante – mas sim o fato, o acontecimento, mesmo porque o anúncio de Jesus sobre o Espírito Santo, repassando a força do Espírito Santo, foi feita ao longo de toda vida pública.
Tanto Lucas como João mostram que o mesmo espírito que sustentou Jesus em Sua missão divina, sustenta agora a comunidade Cristã.
Disse um pensador: “Ainda que Pentecostes não tivesse acontecido – bastava a grandiosidade da Páscoa, como base e fundamento da Comunidade Cristã com seu triunfo sobre o pecado, sobre o mundo das trevas e sobre a morte – Jesus inaugura uma nova era”.
É a vitória definitiva da vida sobre a morte.
Agora duas situações humanas.
Após a cruxificação do Cristo, os discípulos estão com medo. Não aparecem em público. Estão trancados numa sala. Não sabem bem o que aconteceu com Jesus de Nazaré. Sabem que foi sepultado. O medo deles caracteriza a solidão, (eles estão sozinhos). Cristo era a cabeça – o medo caracteriza a morte de Jesus – a sua ausência – seu fim – sua derrota – seu aniquilamento, a vitória dos seus inimigos, a vitória do mundo das trevas sobre a luz. A vitória da cruz sobre o cruxificado.
Tudo isto inquieta, apavora e traz muita incerteza.
É como uma casa onde as crianças são pequenas e a meia noite os pais devem se ausentar por uma razão grave.
2ª. situação:
O aparecimento de Jesus vivo, ressuscitado, triunfante no meio da comunidade (muda o ambiente); é como a volta dos pais à casa das crianças.
- A saudação do Cristo vivo:
“A paz esteja convosco”. Desejar a paz é a saudação mais elevada que alguém possa fazer ao outro. É desejar a vida em plenitude. É uma saudação judaica.
A confiança de Jesus no grupo é total – apesar de tudo o que aconteceu – abandono, traição, negação, etc.
Jesus podia ter admoestado os discípulos.
“Como o Pai me enviou assim também eu vos envio”.
“Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. ... Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da Sua consolação. ”