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Homilias

Homilia 88 Parábola do Semeador

Homilia 88

Parábola do Semeador

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

Jesus saiu de casa e foi à beira do mar. Senta-se na praia. Imaginara Ele, certamente, um pouco de sossego – um pouco de descanso.

Ele também era homem.

Como homem tinha seus limites: cansaço, fome, sede, preocupações, etc.

Vai à beira do mar.

De repente está cercado de multidões que estão também cansadas das promessas do mundo. Cansadas das injustiças, da exploração, da fome, da violência e da miséria.

Multidões sedentas e famintas de esperança – de vida.

Alguém me disse esses dias: “precisaria me empregar para ter motivo para viver. Sem emprego dá a impressão que a gente é um lixo, não serve para nada.”

Jesus fala a elas do Reino de Deus.

Do Plano de Deus.

Do Projeto de Deus.

Se resume no amor a Deus e no amor ao próximo.

Disto resultaria um mundo novo, bom para todos.

Jesus fala em forma de Parábola.

Parábola é uma historieta com um ensinamento profundo.

Fala do Semeador.

O semeador é um homem do campo.

Um camponês.

Um lavrador.

Ele cultiva a terra.

Ele planta a semente.

Ele é um homem cheio de esperança.

Ele acredita na terra.

E ele acredita na semente.

Ele acredita na luz do sol.

Ele acredita na chuva.

Ele acredita na colheita.

O camponês sabe que a semente não é matéria morta (como se fosse um pedaço de pedra – de vidro ou de ferro).

A semente tem vida dentro de si.

Não basta a semente ter vida.

É preciso plantá-la

É preciso escolher a terra.

Preparar o solo.

Aí disse Jesus:

“Um semeador saiu para plantar sua semente.

Uma parte caiu à beira do caminho.

Outra, caiu nas pedras.

Outra [parte caiu] no meio dos espinhos.

Outra, em terra boa.”

A semente perdida representa todos aqueles que são indiferentes, desinteressados do projeto de Deus ou que O rejeitam. Dali também a luta permanente do bem contra o mal mas, também, a garantia de que a boa semente leva à colheita.