Homilias
Homilia 77 Cego de Nascença II
Homilia 77
Cego de Nascença II
Jesus está em Jerusalém. Em sua caminhada encontra um homem cego de nascença. Era muito comum pedintes na porta do Templo. Hoje ainda é assim. É um dia de sábado. Era proibido socorrer, cuidar de alguém. Dar a mão. Ajudar um doente, cuidar de uma pessoa.
Jesus sentiu compaixão deste homem.
Por que nasceu cego? Que culpa tinha de não enxergar? Por que os outros enxergavam e ele não.
Ele nunca vira a luz do sol.
Nunca vira a natureza.
Nunca vira alguém – Era cego de nascença.
E se não se encontrasse com Jesus, nasceria cego, viveria cego e morreria cego.
Jesus fez um estupendo milagre.
Para as autoridades religiosas isto se constitui uma transgressão à lei do sábado e um escândalo.
Isto prova como eles eram mais cegos do que o cego de nascença.
Era a mentalidade judaica quem um cego, doente, que um deficiente, que um miserável ou mesmo um estrangeiro: eram malditos por Deus, eram pecadores, eram abominados, eram castigados por Deus.