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Homilias

Homilia 75 A Páscoa

Homilia 76

A Páscoa

À tardinha do domingo de Páscoa, para os judeus já era um novo dia pois o dia começava com o pôr do sol. Os discípulos se encontravam juntos numa casa. Portas fechadas por medo dos judeus. Deveria ser um encontro constrangedor, pesado, difícil. Comentavam os últimos acontecimentos em Jerusalém – envolvendo Jesus de Nazaré e seu trágico fim no Calvário. Comentavam, certamente, a atitude e comportamento das mais altas autoridades tanto civis como religiosas. O grau de violência infligido a Jesus – o condenado da Sexta-Feira Santa. Comentavam certamente a pessoa de Jesus, sua bondade, seu esforço, suas caminhadas, sua amizade, seus milagres – ninguém jamais falou como este homem.

Comentavam também suas atitudes – de abandono, de fuga, de negação, covardia, fraqueza, de vergonha. Mas comentavam também o susto, o fato estupendo. Ele estaria vivo – havia boatos. Havia aparecido. O túmulo estava vazio. Os guardas eram testemunhas. Eles mesmo disseram: “Este homem era o Filho de Deus”.

Agora o momento mais forte de suas vidas. Ele aparece. Certamente eles morreram de vergonha... Ele não recrimina. Não faz cobranças. Podia ter dito: “Vocês foram covardes, falsos amigos”. Simplesmente lhes diz:

“A paz esteja convosco...”

Por sua morte e ressurreição Ele venceu o pecado – a morte – o mundo. Valeria a pena segui-Lo e levar seu projeto adiante.

Foi o que fizeram.