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Homilias

Homilia 73 O Filho Pródigo

Homilia 73

O Filho Pródigo

O Evangelho nos retrata hoje um episódio que se passa numa família. Deve ser uma fazenda porque ali há animais.

O filho mais novo cansou de conviver com os seus pais e seu irmão.

Ele não suporta mais o ambiente desta casa nem as pessoas.

Ali passara já tantos anos tendo tudo: vestuário, alimentação, conforto, bem estar, anel de ouro, trabalho num lugar bom para todos, enfim, um lar completo. E tudo isto construído com tanto esforço é pouco para ele também.

Depois de ponderar esta situação, pede a conta – pede a herança que lhe cabe e prefere ir embora abandonando o lar onde nasceu, sem sonhar em voltar um dia.

Imagina ele ser feliz a seu modo. Sem lar, sem família, sem princípios, sem rumo, esbanjando tudo em folia, em vida devassa, pressupondo que estava nisto a felicidade plena e sua realização pessoal e verdadeira liberdade. Mas como tudo o que não tem fundamento vem abaixo, ele também desabou. Sem dinheiro, sem amigos, sem novo dia, sem comida, sem profissão, só lhe restou esmolar trabalho ou morrer de fome. Pede emprego a um patrão desconhecido: Este o mandou cuidar dos porcos numa fazenda. Ali come a comida dos porcos. Ele tem consciência. Esta é uma situação humilhante e afrontosa.

Ele cria coragem: confronta esta vida com a anterior. Toma uma decisão. Volta atrás. Volta à família. É recebido de braços abertos e com grande festa. E o Evangelho termina assim. É preciso festejar e se alegrar porque o filho estava morto e voltou a viver. Estava perdido e foi achado.

O perdão de Deus pressupõe o caminho da volta,