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Homilias

Homilia 70 Pentecostes 2005

2005

Homilia 70

Pentecostes 2005

50 dias depois da Páscoa – o grande acontecimento – Pentecostes que marcou profundamente a Comunidade dos Apóstolos – discípulos – da Igreja nascente.

Os Evangelistas Lucas e João, situam Pentecostes em momentos diferentes.

Para Lucas (médico, grande amigo de São Paulo), Pentecostes foi 50 dias depois da Páscoa.

Para João foi no dia da Páscoa, à noite.

A data não é importante – mas sim o fato, o acontecimento mesmo porque o anúncio de Jesus sobre o Espírito Santo, repassando a força do Espírito Santo foi feita ao longo de toda vida pública.

Tanto Lucas como João mostram que o mesmo espírito que sustentou Jesus em Sua missão divina, sustenta agora a comunidade Cristã.

Disse um pensador: “Ainda que Pentecostes não tivesse acontecido – bastava a grandiosidade da Páscoa, como base e fundamento da Comunidade Cristã com seu triunfo sobre o pecado, sobre o mundo das trevas e sobre a morte – Jesus inaugura uma nova era”.

É a vitória definitiva da vida sobre a morte.

Agora duas situações humanas.

Após a crucificação do Cristo, os discípulos estão com medo. Não aparecem em público. Estão trancados numa sala. Não sabem bem o que aconteceu com Jesus de Nazaré. Sabem que foi sepultado. O medo deles caracteriza a solidão, (eles estão sozinhos). Cristo era a cabeça – o medo caracteriza a morte de Jesus – a sua ausência – seu fim – sua derrota – seu aniquilamento, a vitória dos seus inimigos, a vitória do mundo das trevas sobre a luz. A vitória da cruz sobre o crucificado.

Tudo isto inquieta, apavora e traz muita incerteza.

É como uma casa onde as crianças são pequenas e a meia noite os pais devem se ausentar por uma razão grave.

2ª. situação

O aparecimento de Jesus vivo, ressuscitado, triunfante no meio da comunidade (muda o ambiente), como a volta dos pais à casa das crianças.

- A saudação do Cristo vivo:

“A paz esteja convosco”.

Desejar a paz é a saudação mais elevada que alguém possa fazer ao outro. É desejar a vida em plenitude. É uma saudação judaica.

A confiança de Jesus no grupo é total – apesar de tudo o que aconteceu – abandono, traição, negação, etc.

Jesus podia ter admoestado os discípulos.

“Como o Pai me enviou assim também eu vos envio”.