Homilias
Homilia 600 Perdão
Homilia 600
Perdão
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Um mal que sempre existiu. Um mal que está dentro das pessoas.
Pecado – um mal que mata a vida. Destrói a convivência e o relacionamento. Duas pessoas que se odeiam não podem conviver. Diz um pensador que a luz e as trevas, não podem conviver. A verdade e a mentira não podem conviver. O bem e o mal não podem conviver. Por isto Jesus Cristo é portador desta boa nova: “Quem não tiver pecados atire a primeira pedra.” “Pai, perdoai-lhes. Não sabem o que fazem.” Diz, ainda: “Perdoai-nos assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.”
Jesus supera de forma radical. “Olho por olho e dente por dente”, é a resposta do ódio, da vingança, da revanche, da morte.
Jesus diz: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.”
O amor não faz nenhum mal ao próximo.
O amor é o cumprimento perfeito da Lei. Amor é tudo o que constrói a vida. Tudo o que promove a vida.
São Paulo pregava isto nas Comunidades que presidia. Tinha absoluta consciência que as Comunidades eram constituídas de gente limitada, gente com suas misérias, seu pecado.
Os seguidores de Jesus deveriam conviver dentro do espírito do Cristo – dentro da boa nova ensinada por Ele. Isto era um programa de vida. Isto não era apenas uma recomendação. Um princípio, uma regra, uma doutrina.
As Comunidades não são feitas de gente perfeitas.
O irmão que erra deve ser conquistado, deve ser acolhido. Não deve ser discriminado, muito menos excluído.
Quem não tiver pecados, atire a primeira pedra.
“Se a nossa justiça não supera a justiça dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus.”
Perdoar até que medida? Até 7 X 7? Não, até 70 X 7 sempre.
O povo de Deus se reúne para celebrar a memória de Jesus Cristo. Sua memória feita de coisas tão grandiosas como o amor, a ternura, a verdade, a justiça e o perdão.
O diabo é o símbolo maior do mal.
Deus é a superação do mal.