Homilias
Homilia 556 Cad 42 Domingo de Páscoa Segundo Domingo de Páscoa
Homilia 556
Caderno 42
Segundo Domingo da Páscoa – Ressurreição – Triunfo – Vida Nova
Frei Rui Guido Depiné ofm
Esta personagem expõe uma aparição dentre tantas – de Jesus na área de Jerusalém na noite do domingo da Páscoa.
Cristo, por assim dizer, estava perto. Não tinha ido embora, como se estivesse escondido por ali perto, na vizinhança, porque aparece no mesmo dia da Ressurreição e também aparece ali perto, em Jerusalém.
Depois da morte do Cristo, os discípulos temerosos de serem identificados e reconhecidos, permanecem escondidos. Se o Mestre tinha sido preso, condenado e executado, muito menos segurança teriam seus seguidores – que não tinham tanto poder – tanto prestígio – tanta fama – tanta força. Eles não eram capazes de fazer os prodígios do Mestre, nem os milagres, nem tinham sua sabedoria.
Eles estavam apavorados:
- medo das autoridades,
- dos inimigos escribas e fariseus,
- das multidões enfurecidas,
- e também estavam seu o seu Guia, Mestre.
- Eles não tinham tanta certeza da ressurreição.
Por isto o Evangelho diz que eles estavam numa sala – portas fechadas – com medo dos judeus.
Subitamente o Cristo lhes aparece.
O Cristo poderia tê-los recriminado. Eles foram escolhidos. Eles eram amigos, discípulos, apóstolos. Estavam juntos a três anos. Compartilharam a vida.
Na hora mais difícil, decisiva, dramática – eles O abandonaram.
Um o vende – O trai.
Outro – O nega.
Todos O abandonaram.
Na hora mais difícil, o Cristo ficou sozinho.
Pela primeira vez depois de sua morte, eles se encontram. Ele os saúda:
“A paz esteja convosco.”
Depois Ele mostrou-lhes as mãos e o lado – para que não pensassem ser uma visão ou um fantasma. Era o Cristo de carne e osso.
É difícil imaginar qual o sentimento – a reação dos discípulos, diante do Cristo menosprezado por eles – de susto, medo, vergonha, mal estar e, ao mesmo tempo, alegria, espanto, segurança, etc.
O Cristo repete a saudação: “O Cristo esteja convosco.”
Apesar do que aconteceu, o Cristo ainda confia neles. Ele permanece amigo. Deposita neles a maior esperança.
Eles se tornam mensageiros da Páscoa.
“Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio.”
Soprou sobre eles: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes serão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos.”
Dentro deste Evangelho temos ainda a descrença de Tomé – que estava ausente quando o Cristo apareceu.