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Homilias

Homilia 548 Início Vida Pública de Jesus

PUBLICADO EM 25/01/2026

Homilia 548

Início da Vida Pública de Jesus

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

Este Evangelho nos mostra Jesus Cristo começando sua vida pública. Trinta anos vivera em Nazaré, junto de Maria e José. Maria, uma simples doméstica. José, simples carpinteiro. Nenhum sinal externo O identificava como Filho de Deus. Ele era conhecido como Filho do carpinteiro. Jesus, na sua mais profunda humildade, é batizado por João Batista.

João Batista pela sua eloquente pregação era confundido com o próprio Messias ou como um dos grandes Profetas. João responde que ele não é o Messias e que diante dele nem é digno de se abaixar e desamarrar suas sandálias. Vemos aqui a grande humildade de João e a grande humildade de Jesus Cristo. João é preso e decapitado por ordem de Herodes.

Jesus entende que sua tarefa é grandiosa demais e que o tempo é pouco.

Compreende Jesus que ele precisa de discípulos, de amigos, de auxiliares, de colaboradores, e, logo logo, de sucessores seus.

Sua doutrina não poderia desaparecer com sua morte, que se avizinhava.

Jesus na sua mais profunda humildade passa junto do Mar da Galileia e convida pescadores, que deixam o trabalho, a rede, o pai Zebedeu, a barca, o peixe, o emprego, e seguiram a Jesus.

Jesus Cristo precisava de gente simples, mas, corajosa, capaz de enfrentar os vagalhões e o mar, a tempestade.

Depois Jesus instrui os discípulos dizendo: “Doravante, vocês serão pescadores de homens”.

Agora enfrentariam as mais altas autoridades do Templo de Jerusalém. Andariam por toda a Palestina. Estariam juntos nas mais altas montanhas. Estariam à beira do Lago de Genesaré. Estariam nas planícies vendo os trigais onde disse Jesus: “A messe é grande e não há operários”.

Os discípulos estariam diante de estupendos milagres, como a cura do cego de nascença, a ressurreição de Lázaro – do jovem de Naim – de Talita. Os discípulos voltariam ao mar e fariam a pesca milagrosa.

Eles teriam a grande responsabilidade de levar Jesus Cristo até os confins do mundo.

Jesus escolheu bem, e nós, dois mil anos depois, estamos aqui pensando Nele e procurando segui-Lo, ainda que de forma mais discreta: A difusão do Reino de Deus é convite para todos.