Homilias
Homilia 539 Cad 38 Santíssima Trindade
Homilia 539
Caderno 38
Santíssima Trindade
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Introdução
O mundo criado por Deus poderia ser um mundo bom, habitável, hospitaleiro. Com milhões de estrelas, milhões de flores, aves, uma terra fértil que produz tudo o que o mundo quer, só pode ser um mundo bom, mas o homem tornou este mundo confuso e brutal porque deixou Deus de lado. E o homem assim como está, tornou-se uma ameaça terrível para o próprio homem. A religião é um convite a uma vida mais feliz e mais racional.
Santíssima Trindade
Celebra a Igreja neste domingo a Festa da Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo.
Todas estas três pessoas biblicamente se comunicam, se revelam ao mundo. Eles existem, têm vida própria.
O Cristo ao longo de sua vida pública fala muitas vezes do Pai. Ele diz: “Eu e o Pai somos um só.”
Quando Felipe lhe diz: “Senhor, mostra-nos o Pai”, o Cristo responde: “Quem me vê, vê também meu pai.” E “Tudo o que ao Pai pedirdes em meu nome, Ele vo-lo dará”.
O Cristo mesmo reza o “Pai Nosso”.
No final da sua vida, na Sexta-Feira Santa, o Cristo diz: “Pai, afasta de mim este cálice.”
O Cristo também fala do Espírito Santo:
“O Espírito Santo que o Pai enviará vos ensinará todas as coisas.”
“O Espírito da Verdade dará testemunho de mim.”
“Se Eu não for o Espírito Santo não virá a vós.”
“Não vos deixarei órfãos. O Espírito Santo estará convosco.”
Nem o Espírito Santo nem o Pai precisam falar de Cristo porque Ele mesmo nasce, cresce, vive neste mundo, prega sua doutrina, dá sua vida e promete o paraíso celeste a quem souber lutar por uma vida cristã.
Nunca a mente humana compreenderá o mistério da Santíssima Trindade mas muito mais importante é crer, é creditar no Pai, no Filho e no Espírito Santo. E acreditar que é esta presença atuante e dinâmica no mundo que é a origem da vida, o princípio e o fim da criação humana.
Esta presença e a formação da Igreja é a continuidade da verdade, da paz e de todo bem aqui neste mundo.