Homilias
Homilia 536 Cad 38 Finados
PUBLICADO 02/11/2024
Homilia 536
Caderno 38
Finados – 02/11/1979
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
O dia de Finados nos coloca diante da vida e diante da morte.
A vida, como o maior tesouro do universo. Um tesouro que pode ser achado ou um tesouro que pode ser perdido.
A morte, como despedida deste mundo, como partida, como último passo para a eternidade.
Não vamos brincar com a vida porque esta é uma só. Porque ninguém nasce duas vezes. Ninguém vive duas vezes. Ninguém morre duas vezes. Tudo isto é uma vez só.
E cada dia que passa é um dia a menos neste mundo – um dia a menos na nossa frente e nós nos aproximamos a cada momento do cemitério.
No cemitério nos será dado pouca coisa – alguns palmos de chão – uma cruz – um caixão – uma sepultura, quem sabe algumas flores, algumas velas acesas. Talvez um caixão de primeira, talvez de terceira. Talvez um túmulo de mármore – talvez nada.
Tudo isto não é importante aos olhos de Deus.
O importante é a vida da pessoa – não o caixão.
O importante não são as lágrimas dos parentes ou amigos – mas o exemplo de vida que a pessoa deixou.
Se nós olharmos somente com os olhos humanos um cemitério, um cadáver, talvez podemos dizer: “Tudo acabou. Não sobrou mais nada daquela pessoa.”
Mas se nós olharmos com os olhos do Cristo para a vida, se nós olharmos com a força do Evangelho e da esperança para a vida, nós temos certeza e confiança. Por trás deste caminho, por trás da sepultura, por trás do cemitério; está a Páscoa, está a ressurreição do Filho de Deus, porque são do Cristo estas palavras:
“Todo aquele que crê no Filho de Deus viverá para sempre e Eu o ressuscitarei no último dia.”