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Homilias

Homilia 505 Missa de 31 de dezembro de 2001

Homilia 505

Missa de 31 de Dezembro de 2001

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

Últimas horas, últimos momentos, última Missa, último encontro deste ano que está se apagando. Último domingo, última semana, mês, ano e século. É a virada para o terceiro milênio. Última página do calendário, da folhinha que marcou os 365 dias que foram embora. Este calendário marcou segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, o ano inteiro. Nada ficou excluído. Marcou dias especiais, dias felizes, de bem estar, festivos, risonhos, de sucesso, de bem estar, de encontros com a felicidade, de conquistas de novos amigos, de outras formas de vida que valem a pena, de superação de desafios.

Marcou também dias amargos, difíceis, sombrios, de chateação, de surpresas, de sustos, de desgraças, de brigas, de desânimo, de dor e de decepção.

Morte para muita gente.

O tempo registra tudo. Nada escapa. O que é bom faz bem à alma e constrói a vida.

O que é negativo machuca e deixa cicatrizes, as vezes para sempre.

O fim do ano lembra simplesmente o fim. Algo acabou. Nada dura para sempre, por melhor ou pior que seja.

O ano novo é sempre uma porta que se abre. É convite a revisão da caminhada, que um dia no passado, começou. Ao mesmo tempo, é inquietar-se diante do futuro.

Estamos diante do que foi e do que está por vir. Diante do ontem e diante do amanhã. Diante do conhecido e do desconhecido. O passado não nos pertence mais porque não está mais em nossas mãos. O futuro é um mistério e ainda terá que acontecer e ser construído com nossas mãos – espírito – com a nossa cabeça. O passado é motivo de ação de graças pelas tantas conquistas, pelos bons momentos, por tantos amigos, pelos tantos gestos, por tantas coisas boas. Nada de mais grave nos aconteceu quando muita gente contraiu doenças graves, acidentou, sofreu violências, perdeu seus valores, perdeu a família, os bens, a vida, etc.

O passado é motivo de ação de graças a Deus.

O futuro traz esperanças, sonhos, projetos, bons propósitos, porque só construiremos a vida a partir do nosso mundo interior: da nossa fé, do nosso esforço, das nossas convicções (não por crendices, horóscopos, superstições, etc.).

O mundo é sempre mundo. Só será feliz aquele que tem o sentido cristão da vida.