Homilias
Homilia 496 Caderno 33 Multiplicação do Pão
Caderno 33
Homilia 496
Multiplicação do Pão
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Não devemos pensar que a vida para o Cristo foi um mar de rosas...
Quando Jesus soube da morte de João Batista, partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado.
Quem era João? João era um grande problema.
Era parente do Cristo.
Precursor do Cristo.
Batizou o Cristo nas águas do Rio Jordão.
Quem era Herodes? Herodes era o rei da Judeia, resolveu mata-lo. Primeiro porque João Batista incomodava. Segundo porque ele tinha autoridade para mandar, mandar e mandar matar alguém. Para homens sanguinários era e é tão fácil.
Esta morte de João Batista era um aviso prévio para o Cristo: era um basta para este tipo de pregação.
A morte de João não era a morte de João. Era dos que pensavam igual.
Este Evangelho lembra dois banquetes: o banquete que Herodes e o banquete do Cristo.
O banquete de Herodes é no seu palácio com os seus oficiais, no dia do seu aniversário.
É o banquete dos poderosos que mostra o que eles entendem por vida, e como garantem para si o futuro e a abundância, mesmo que lá fora do palácio todos morram de fome e de miséria.
Por isto a corte de Herodes é o lugar que representa a morte das esperanças humanas. Foi ali que apresentaram numa bandeja a cabeça de João Batista.
A partir desta situação, Jesus se retira para o deserto e as multidões se põe na estrada e vão acompanha-Lo.