Homilias
Homilia 485 Amai-vos uns aos outros
Publicado em 05/05/2024
Homilia 485
Amai-vos uns aos outros
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Se fôssemos caracterizar a vida de Jesus Cristo, descrever sua personalidade, do princípio ao fim diríamos que Ele encarnou a bondade humana, o bem, o amor, a sabedoria, a verdade, a justiça, a ternura, o perdão, a reconciliação e a vida eterna, ao longo de toda a sua vida.
Falar de amor é fácil.
Ele falou e viveu o que pregou.
No nosso mundo moderno, tão provisório, descartável, confuso; tanta coisa é confundida com amor.
Tudo é amor e nada é amor.
Por amor, a Susana Richthofen e seu namorado, matou.
Tanta coisa confundida com amor não leva a nenhum projeto de vida, a nenhum compromisso mais profundo, a nenhuma responsabilidade pessoal ou comunitária diante do presente e do futuro.
Da mesma forma como se criou uma paixão cega, uma ilusão efêmera, um encantamento superficial, uma caricatura de amor. Da mesma forma como isto surgiu como obra do acaso, tudo isto também se desfaz como uma cortina de fumaça ou como uma nuvem fugaz que deixa mais um sentimento de fracasso, de frustração, de mal estar e de conflito, do que propriamente uma base de vida para a felicidade. Então, estes sentimentos tão profundos do espírito humano, da alma, que deveriam construir um castelo, se transformou numa situação – paixão cega, oposta, de confronto, de ódio, de separação e de desilusão. Assim há um mundo de famílias desestruturadas, de crianças sem pai e nem mãe e nem lar. Tudo o que seria bem estar e felicidade virou uma espécie de inferno.
O que é amor.
Como o Cristo entendeu o amor.
Só é feliz quem doa a vida, quem partilha a vida, quem dedica a vida.
Ninguém deixa uma imagem de amor mais perfeita do que Jesus Cristo que, por amor à sua Igreja, sacrificou a própria vida.
Diz Ele: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a própria vida.”