Homilias
Homilia 482 Pentecostes
PUBLICADO EM 08/06/2025
Homilia 482
Pentecostes
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Com a morte de Jesus Cristo na cruz, os apóstolos ficam desnorteados. O Cristo era o grande Mestre, o guia, a cabeça.
Ele se deixara prender, condenar e crucificar.
Se isto acontecera com ele, que era Filho de Deus, o Messias, e que tinha poderes sobre-humanos – o que não aconteceria com eles, simples homens, simples pescadores, trabalhadores comuns.
Eles estavam medrosos, confusos, vivendo um momento difícil, de incertezas, indecisões. Tinham-se deixado cativar pelo Cristo. Tinham abandonado tudo. Agora pareciam abandonados.
Ele morto.
Ressuscitado, dizia que ia embora.
Antes, quando vivo, eles caminhavam por toda a Palestina e se apresentavam em todos os lugares.
Agora se reúnem a portas fechadas. Medo de serem reconhecidos, ridicularizados, perseguidos e mortos. Vivem escondidos.
O Cristo ressuscitado lhes traz um certo ânimo, mas, mesmo assim eles vivem escondidos. Tudo é incerto.
Pentecostes.
Sete semanas depois da Páscoa – 50 dias, quando os judeus festejavam sua segunda maior festa do calendário, a Festa da Colheita, parece que algo sobrenatural se passa. Há um acontecimento. Um impacto. Uma transformação. Os apóstolos parecem fora de si, como se estivessem possuídos de uma força do além. Parecem alucinados.
De repente, não são mais homens medrosos, tímidos, fracos. Abrem as portas. Não querem mais se esconder. Tomam grandes decisões. Lançam desafios. As supremas autoridades que mataram João, Estevão, não assustam mais.