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Homilias

Homilia 475 Os últimos serão os primeiros Parábola do Banquete

Homilia 475

Os últimos serão os primeiros

Parábola do Banquete

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

A maior parte do seu tempo, tanto na vida familiar de Jesus como na sua vida pública, Jesus não a passou no meio das elites, das grandes autoridades, das pessoas importantes e influentes que tinham o destino do povo em suas mãos (só lembrar Herodes que manda matar João Batista – Nero que manda matar São Pedro e São Paulo). São as pessoas donas do mundo. Infelizmente são tantas.

Jesus passa quase toda sua vida no meio de gente simples, pobre, marginalizada, doentes, camponeses, gente da terra, pescadores, pecadores públicos, gente sofrida, injustiçada, gente da periferia (Nazaré). Este povo, via de regra, é menosprezado. A mentalidade judaica classificava esta gente como inferior. Há uma frase de um mestre da lei que diz: “esta gente é maldita, porque nada conhece da vida e nem da lei.” Era a plebe. Jesus não compartilha deste pensamento. Não é seu ponto de vista.

Na parábola do banquete os convidados não são aqueles que moram em palácios, nas cortes reais, nem as grandes autoridades de Jerusalém, nem religiosas ou políticas. Os convidados são os desvalidos, os marginalizados, os famintos e abandonados por toda parte. Estes tomavam parte do banquete. Jesus não só era rejeitado pelos grandes do mundo mas era perseguido e por fim foi morto por eles.