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Homilias

Homilia 467 A oferta da viúva

Publicada em 10/11/2024

Homilia 467

A oferta da viúva

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

Em toda celebração religiosa nós nos colocamos sempre diante do passado de Jesus.

Ele como fundamento. Como base deste encontro. Estamos aqui em nome Dele: celebrando Sua palavra e Sua vida. Ele mesmo diz: “Fazei isto em memória de mim”.

Mais uma vez o fim do ano está chegando perto. Mais uma vez a humanidade celebra o Natal. A maior festa da cristandade. Deus pisa este chão e caminha junto.

Jesus em sua época, não teve vida fácil. Teve muitos amigos. Teve muitos inimigos também. Amigos que lhe deram grande alegria. Inimigos que O levaram a morte aos 33 anos de idade. Mataram seu corpo mas não sua história, sua doutrina.

O Evangelista São Marcos nos mostra o Cristo se defrontando com os grandes deste mundo. Enumera uma quantidade de defeitos e males que fazem a sociedade. Vaidosos – gananciosos – ladrões – prepotentes – mentirosos, são falsos poque não vivem o que pregam. Exploradores (devoram as casas dos víveres).

Eles são doutores... sabem burlar as leis em benefício próprio explorando os mais fracos. O povo percebe que os ensinamentos de Jesus Cristo não são iguais aos dos doutores da Lei. Por isso as multidões seguem a Cristo.

O que Cristo diz ao povo. Que se afaste dos ensinamentos dos Doutores da Lei. Não vale a pena aprender o que eles ensinam.

O Cristo ainda diz que eles receberão a pior condenação.

No final do Evangelho aparece a figura de uma pobre viúva (excluída socialmente). O seu gesto é a expressão da verdadeira religião: seu gesto significa bondade, humildade, partilha, solidariedade humana. Bate com a vida de Cristo.

Por isto, a verdadeira humanidade pode ser vivida em qualquer lugar. Basta ter consciência do que é certo e errado.