Homilias
Homilia 463 A viúva pobre e o Juiz indiferente O poder da oração
Homilia 463
A viúva pobre e o Juiz indiferente
O poder da oração
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
A parábola da viúva pobre e do Juiz indiferente.
A injustiça sempre existiu pelo mundo afora em todos os tempos. A justiça significa dar a cada um o que lhe é de direito – o que merece.
Injustiça é negar ao outro o seu direito – aquilo que lhe cabe.
Muitas vezes para fazer a justiça vai um tempo sem fim. Para as pessoas mais pobres o processo é demorado. Muitas vezes a pessoa passa necessidades – vive na miséria. Anos depois morre e a justiça não chegou a tempo.
A cultura judaica ditava as normas de procedimento de um bom juiz.
Ele deveria se caracterizar pela sabedoria, mansidão, pelo temor a Deus – amor a verdade, ao gênero humano e a salvaguardar sua honra e seu nome. Só assim poderia ser um bom juiz.
O péssimo juiz não temia a Deus e não tinha amor ao próximo. É o caso deste juiz escrito por São Lucas. Ele está diante de uma viúva pobre. Não tinha mais condições de ganhar a vida, de se sustentar.
Uma das acusações de Jesus contra a classe eclesiástica detentora do poder judicial era de que as autoridades religiosas exploravam as viúvas, roubando-lhes sua herança, seus bens, usurpando suas propriedades.
Ela pede a Deus simplesmente por justiça.