Homilias
Homilia 458 A Parábola do Filho Pródigo
PUBLICADO EM 30 DE MARÇO DE 2025
Homilia 458
A Parábola do Filho Pródigo
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Os fariseus e doutores da Lei contestam a atitude de Jesus porque Ele também acolhe pecadores e publicanos e toma a refeição com eles. O comportamento hostil contra o Cristo origina esta parábola do filho pródigo.
Uma família bem constituída. Tem posses, propriedades, bem estar, empregados, criação.
A partilha – a divisão da herança conforme a lei judaica só poderia ser feita depois da morte do pai.
Ao filho mais velho cabia esta tarefa, cabendo-lhe o dobro da herança.
O pai não reage a aplicação da lei – consente que a herança seja feita assim mesmo.
E reparte com o filho mais novo a sua parte.
Ele prefere abandonar a família, abandonar seus pais, abandonar o lar que o viu nascer. Abandona o conforto, a segurança. Ele trocaria tudo isto pelo que. Pela rua, aventura – diversão sem compromisso, sem rumo – direção – sem compromissos com nada e com ninguém. Ele imaginava que lá fora o mundo iria acolhê-lo, carrega-lo no colo, protege-lo, sustentá-lo. Trocaria sua liberdade por uma liberdade ainda maior. Assim chega o momento da despedida. Ele vai. O mundo se encarrega de fazer sua parte. Ele troca sua condição de filho – para ser escravo – ser um Zé Ninguém. Passa fome, passa vergonha – humilhação. Vive com prostitutas – vai trabalhar numa fazenda, vai cuidar dos porcos, come esta comida – em casa tinha tudo – e não estava bom.
Nesta hora ele faz um exame de consciência, uma apreciação de sua vida. Ele percebe a diferença de antes e agora.
Planeja a volta. Deve ter sido difícil.
O que diria o pai?
O que diria o irmão?
O que diriam os empregados?
O pai sempre esperava pela volta, o acolhe – perdoa.
O filho mais velho que parecia bom, resmunga e condena.
Os empregados colaboram.
Não troque os verdadeiros valores pelos falsos.
Não troque a sabedoria do Evangelho e de Deus pelos valores mundanos.
Cuidados com seus amigos. Amigo é quem constrói a vida e quer me ver feliz. Para jogar alguém numa fossa há muita gente. Para sair as vezes não tem amigo.