Homilias
Homilia 456 Parábola dos Talentos
Homilia 456
Parábola dos Talentos
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Todo progresso deste mundo.
Todas as leis.
Todas as Instituições.
Todo o poder.
Toda ciência.
Toda a tecnologia.
Todas as conquistas – não foram capazes de criar um mundo mais justo, um relacionamento humano mais fraterno, uma vida mais feliz, mais pacífica. Penso que um dos gravíssimos problemas do século XXI é este. Todo mundo tem medo de todo mundo, porque ninguém mais sabe quem é o outro.
Por isto a parábola do Evangelho. Não basta viver mas, é preciso cultivar os talentos que Deus deu.
E o tempo para cultivar estes valores divinos ao longo da vida, é agora. Enquanto a gente está neste mundo.
As coisas deste mundo não preenchem o espírito humano. Não são tudo, senão o Cristo não teria nascido e vivido aqui.
Ele nos diz: “Vigiai e orai porque esta vida assim como ela é – acaba.”
A palavra de Deus se nos apresenta sempre como uma fonte de vida, fonte de fé, fonte de esperança. Esta palavra do Cristo como chegou a milhões e bilhões de pessoas, chegou também a nós. Ela nos cativou, ela nos une, ela nos faz pensar sobre a vida. Ela cria sempre de novo a imagem de um Deus dentro do Evangelho. Deus será sempre a palavra de Deus. Tem a força de quem a inspirou e de quem a pronunciou e de quem a viveu.
É uma palavra que congrega milhões e bilhões de uma forma ou outra. Ela não perde sua força, sua vitalidade, seu poder de dar à vida mais vida, de alimentar o sonho do Reino dos Céus constituído a partir da realidade deste mundo.
Foi assim também que o Cristo construiu sua história. A Páscoa passou pelo Calvário.
Assim, a última palavra sobre a vida não do mal, nem dos homens por mais poderosos que sejam. A última palavra é da vida, não da morte, é de Deus e não dos homens.