Homilias
Homilia 447 A Mulher Cananeia
Homilia 447
A Mulher Cananeia
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
De uma terra estranha e pagã, surge uma admiradora e seguidora de Jesus Cristo.
“Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim! Minha filha está sendo cruelmente maltratada por um demônio.” O sofrimento da filha é o sofrimento da mãe.
Essa mulher deve ter ultrapassado a medida em sua insistência. Deve ter amolado a paciência de Jesus.
Os Apóstolos perderam a paciência: “Manda esta mulher embora, ela vem gritando atrás de nós!”.
Em outras palavras, parece uma louca, uma doida.
Jesus dialoga de forma a pôr esta mulher a prova.
Diz Ele: “Eu vim para o meu povo.” (Seria o povo judeu).
Esta mulher não se dá por vencida. Vai além das palavras. Se prostra no chão e implora: “Senhor, socorre-me.”
Jesus responde de forma muito forte: “Não convém tirar o pão dos filhos e jogá-los aos cães.”
A mulher insistiu: “Os cachorrinhos também comem das migalhas que caem da mesa do seu dono.”
Jesus não tem mais o que argumentar.
Disse a mulher: “É grande a tua fé. Seja feita a tua vontade.”