Homilias
Homilia 442 O Filho Pródigo incomp
Homilia 442
O Filho Pródigo
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Dentro das nossas conquistas, sonhos, planos, projetos e conquistas, está também este de conhecermos Deus: pela fé, pela prática do amor, pela leitura da Bíblia, pela contemplação de tantas maravilhas, pelas celebrações religiosas. Enfim, queremos ter mais conhecimento de Deus.
Muitas vezes nos perguntamos: Quem é Deus? Onde está Deus? Deus existe? Deus nos ouve? Se Deus existe, por que tanto mal? Deus se preocupa conosco? Deus sabe que estamos aqui e precisamos sempre de novo da sua ajuda divina? Ou será que Deus vive a Sua vida divina e nós a nossa. Estamos separados?
Cada um no seu canto. Cada um com sai história.
Muita gente diz assim: Eu creio em Deus. Só que eu não sei o que fazer com Ele.
Conhecemos melhor a Deus partindo de Jesus Cristo. Por que Ele está mais perto de nós, Jesus Cristo é mais parecido conosco. É doméstico. Se apresenta como pessoa, como gente, como homem, como Filho de Deus. Ninguém fez o que Ele fez. Ele marcou o homem por dentro – na sua alma. Mostrou seu amor de tantas formas. Pregando, ensinando, curando doentes, multiplicando o pão, saciando a fome, perdoando pecados, ensinando o amor ao próximo e a Deus.
Diante do pecador, Jesus é aquele que acolhe e oferece misericórdia e dá chance a uma nova vida.
Ele se compara ao bom pastor. Busca a ovelha perdida. Fala da mulher que perdeu a moeda de prata. Acende a lâmpada, varre a casa até encontrá-la. E quando a encontra, faz festa com a vizinhança.
Diante do pecador, Jesus estende as mãos, acolhe a abraça. Assim é a parábola do Filho Pródigo.
Um homem tinha dois filhos. O mais novo pede a sua herança e vai embora. Cansou de todo mundo. Cansou da família, dos pais, do seu irmão, do trabalho da fazenda. Ali não se sentia mais bem. Ele queria mais liberdade, mas bem estar. Queria ou outro mundo, outros valores. Achava que caindo fora o mundo se curvava diante dele. Achava que não precisava fazer nada. Bastava curtir a vida. Esbanjar o que tinha.
E fez esta experiência. Quando o recurso acabou, veio o mal estar, a fome, a miséria, a vergonha, a humilhação. Sujo, maltrapilho, faminto, desesperado. Não tem para onde ir. Se sujeita a cuidar dos chiqueiros de porcos para comer a mesma comida e não morrer de fome.
Ali vem a lembrança da família, dos pais, da fartura, do bem estar.