Homilias
Homilia 437 Os últimos serão os primeiros Jesus e o banquete do fariseu
POSTADO EM 31/08/25
Homilia 437
Os últimos serão os primeiros
Jesus e o banquete do fariseu
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
No Evangelho de hoje São Lucas nos mostra que o Cristo é hóspede, convidado por um chefe dos fariseus a tomar uma refeição em sua casa.
Provavelmente um banquete.
Esta parábola é extraída deste encontro.
Jesus observa o comportamento dos convidados e a atitude interior.
Um comportamento negativo que fere as boas maneiras sociais, que fere o próprio tratado da hospitalidade. Cada um que chega vai ao melhor lugar, ocupando o lugar de honra.
Ninguém ocupava os lugares mais humildes, mais simples.
Todo mundo queria aparecer.
Na verdade o banquete deveria ser a expressão da fraternidade, da convivência, da amizade, do respeito mútuo; e ele vai se transformando em uma disputa de posições – de destaque, de superioridade, de hipocrisia.
O sentido do banquete se esvazia e se transforma até um momento de constrangimento e mal estar.
Os fariseus tinham a certeza de ocuparem os primeiros lugares no Reino de Deus, porque eram perfeitos observadores da lei e da tradição. Mas muitas vezes esqueciam a lei do amor ao próximo e do amor a Deus. Como no episódio da cura do doente num dia de sábado.
Por isto Cristo diz: “Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Quem se eleva será humilhado, quem se humilha será exaltado.”
Ele dá o exemplo. Sendo Deus se despojou de sua condição divina e se fez servo. Lavou os pés dos discípulos. Morreu na cruz como um condenado. Mas no terceiro dia, ressuscitou.