Homilias
Homilia 425 O cego de nascença
Homilia 425
O cego de nascença
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Esta cena se passa em Jerusalém em um dia de sábado (o sábado para os Judeus era o nosso domingo. Não se podia fazer quase nada, muito menos cura).
Jesus está com seus discípulos. Em qualquer dia da semana a vida é mais importante que as leis.
Este milagre nos traz informações preciosas sobre o sofrimento humano e sobre os problemas do mal.
Poderíamos resumir este Evangelho nas seguintes partes:
O milagre desperta o interesse dos conhecidos e amigos do cego. Dizem: “este homem não é aquele que ficava pedindo esmolas?” Eles estão perplexos. Sempre o viram cegos e mendigos – agora ele é outra pessoa. Agora ele enxerga e não está pedindo nada. Esse pessoal vai se questionando pelo o que aconteceu. É algo extraordinário. Alguém mais poderoso fez isto. Quem é esse alguém. Ali está o poder do Messias.
A cura provoca impacto, discussão, desentendimento e divisão entre os fariseus. Eles não entendem bem o que aconteceu. Uns acham que é o cego. Outros que é alguém parecido com ele. Ele confirma que é ele mesmo.
Os próprios pais são interrogados. Confirmam ser seu filho e ter sido cego. Eles lhes respondem: “Ele é maior de idade. Interrogai-o.”
O próprio cego é interrogado e debate com coragem com as autoridades religiosas e proclama sua fé imensa em Jesus.
O cego curado recebe a luz da fé e acolhe o Reino de Deus – os fariseus permanecem obstinados e continuam no seu pecado, o legalismo, na cegueira interior. Veem mas não veem.