Homilias
Homilia 410 Cego de Nascença
(JÁ PUBLICADO EM MARÇO 2023)
Homilia 410
Cego de Nascença
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Quando Jesus certo dia, pelos tantos caminhos da Palestina, acompanhado dos discípulos e muitas vezes de multidões, Jesus viu um homem cego de nascença.
Certamente estaria ali pedindo alguma esmola para matar a fome. Era um mendigo conhecido de todo mundo. Se ele ali estava à beira do caminho é porque era um ponto bom. Não voltaria para casa de mãos vazias.
Não imaginava este homem que seria seu último dia de cegueira. A grande esmola seria a visão perfeita. O que ele nunca viu, agora veria. E veria Jesus Cristo o Filho de Deus fazendo este estupendo milagre.
Como foi? Jesus fez um pouco de lama com a saliva, passou sobre os olhos do homem cego. Depois lhe disse: “Vai lavar-te na piscina de Siloé.” Não obstante a deficiência e o sofrimento, ele era um homem de esperança e fé porque obedeceu sem questionar nada, e ele ficou completamente curado. Tomados de surpresa, os vizinhos discutiam se era ele mesmo ou se seria outro.
O povo levou este homem aos fariseus. Eles lhe perguntaram: “Como tinha acontecido isto?”. Ele lhes disse: “Um homem fez um pouco de lama com saliva e passou em meus olhos. Depois me mandou lavar na piscina de Siloé. Eu fiquei completamente bom.”
Este Evangelho do cego de nascença mostra dois tipos de cegueira:
A primeira:
A cegueira das vistas.
A cegueira física.
A cegueira da visão.
A cegueira dos olhos que impedem de alguém ver. Esta tem cura.
A segunda:
É a cegueira do espírito.
A cegueira da alma.
A cegueira do interior.
A cegueira da mente.
A cegueira dos olhos neste Evangelho, tem cura.
A cegueira do espírito não tem cura.
Cego não é aquele que não vê.
Cego é aquele que não quer ver.