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Homilias

Homilia 389 A vida Amarás o teu Deus

Homilia 389

A vida

Amarás o teu Deus

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

Ninguém deste mundo viveu uma vida tão grandiosa, tão mística, tão marcante, tão bela, tão profunda, tão sábia, tão humana e tão divina como Jesus de Nazaré.

Passados dois mil anos, Jesus Cristo é lembrado sempre de novo nos quatro cantos do mundo por milhões e bilhões de pessoas de todas as raças, línguas, culturas, povos e nações. Jesus Cristo está acima de todos os tempos – acima da história universal e de toda a humanidade. Ele atravessa séculos, milênios, gerações. Sem sua mensagem divina, sem sua doutrina, sem seu Evangelho de Filho de Deus, como seria a vida? Nós com a nossa fé buscamos na Igreja – no altar – na liturgia, nas Escrituras Sagradas, o sentido maior desta vida.

Todas as coisas deste mundo não preenchem o espírito humano. Por quê? Porque são limitadas, são finitas, são temporárias e não impedem desta vida acabar. Mesmo assim a vida é a obra prima de Deus e está em permanente andamento – em permanente transformação. Ninguém nasce pronto, acabado, perfeito. A vida se faz.

A vida é o que somos, o que queremos, o que fazemos. A vida é um permanente ensaio. Vai do berço à sepultura. Finados que o diga e o Evangelho também. A vida é uma permanente decisão – opção – escolha.

Assim esta vida pode ser bela, fascinante, grandiosa, feliz, bem sucedida, cheia de encantos, maravilhosa, misteriosa.

Esta vida é a vida que se comunica – é a vida que se dá – é vida compartilhada. Ninguém nasceu para si.

A vida que tem a outra faze – a vida que se joga fora – que se degrada, que se torna vazia, sem valor – bruta como uma pedra – violenta, indiferente, desumana – insustentável – insuportável.

O Evangelho de hoje nos mostra o caminho da verdadeira vida. Qual é este caminho?

“Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, alma, entendimento e amarás ao teu próximo como a ti mesmo.”

Amém.