Homilias
Homilia 384 Pentecostes
Homilia 384
Pentecostes
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Um dia viemos a este mundo como toda criatura humana. Fazemos parte de uma família que tem nome e sobrenome. Vivemos nesta geração. Neste século. Para nós a vida tem um sentido cristão. Não se resume em nascer, viver e morrer. Poderíamos ter nascido em um lar pagão. Tem tanta gente que não crê. Que não conhece nada de Jesus Cristo. Que não tem consciência nenhuma de um Deus que é princípio, fundamento e fim da criação.
Nascemos para esta vida. Renascemos para a vida cristã. Pela fé e pelo batismo abraçamos também nós o projeto de Jesus Cristo de levarmos adiante sua memória e sua história.
Dois mil anos depois este povo que se agrupa em torno da pessoa de Jesus Cristo – permanece unido pela força do mesmo Espírito.
Ao longo de dois mil anos, quanta violência, heresias, escândalos, desvios, quanta turbulência, quanta confusão, contestação, quanta perseguição, cismas, deserção, ramificação, apostasias, protestos contra a Igreja. Hoje tem oito mil religiões oficiais.
A própria ciência, muitas vezes, cria situações de confronto – (engenharia genética) – onde o ser humano se presta como cobaia para tantas coisas. A talidomida fez nascer 400 mil monstros.
Mesmo assim, os valores fundamentais do Cristo permanecem como condição de uma vida humana mais cheia de sentido.
Deus não pode ser substituído nem pela ciência e nem pela tecnologia.
Por que milhões e bilhões creem?
Porque Jesus Cristo está na alma de bilhões de pessoas. Uma mão divina e uma força sobrenatural conduzem a barca de Pedro.
É o Espírito Santo que se revela em Pentecostes.
Vinte séculos de cristianismo.
O cristianismo não é uma grande mentira, uma força, uma quimera, um sonho, uma ilusão, uma seita, um partido, uma filosofia, uma ideologia qualquer.
É o pensamento de Deus. Por isto, enquanto o mundo existir, ele existirá.
“Passarão os céus e a terra mas minhas palavras não passarão.”