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Homilias

Homilia 380 Natal - Família

Homilia 380

Natal – Família

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

Ontem foi Natal. Hoje continua sendo Natal. Amanhã também será Natal. A Igreja, o Povo de Deus, continuam celebrando o Natal – data e calendário. É vivência cristã. E o mundo cristão se pergunta? O que vem a ser a encarnação de Cristo? É mais importante sentir do que definir. Deus se faz gente como nós. Onde nasce? Em Belém, numa gruta à beira de uma estrada que servia de estábulo aos animais do campo e de abrigo aos viajantes.

Nasceu numa gruta, podia ter nascido num palácio. Talvez para nos dizer que a maior riqueza deste mundo não são as coisas mas a vida.

As coisas são importantes sim, mas, não podemos ser escravos de nada.

Quando nasceu Jesus? Há dois mil anos atrás. Sua história não foi esquecida. Não foi deixada de lado, substituída. Faz parte da fé de grande parte da humanidade. Milhões nasceram a meio século atrás e morreram. Não são lembrados por ninguém.

Jesus Cristo continua vivo na alma de bilhões de pessoas. Ele tem um sentido vital.

Quem está na gruta? Maria, José e o menino. A Sagrada Família. Que laços unem essas pessoas? O amor, a ternura, o despojamento, a humildade, a dedicação, a fé, o diálogo, mistérios envolvem estas três pessoas.

Donde nascem estes sentimentos humanos tão profundos?

Da gruta de Belém. Do rosto deste menino, que é o próprio Deus.

Foi fácil chegar à gruta de Belém? Deus carregou Maria, José no colo ou por um caminho de flores?

Foi preciso deixar Nazaré, caminhar 370 quilômetros a pé. Vales, montanhas, desertos, calor de 40 – 50 graus. Maria grávida. Medo de salteadores ou de animais selvagens.

Na chegada a Belém nenhuma hospedaria os acolheu. A gruta era este palácio diferente que acolheria o Filho de Deus. Maria, José e o menino lembram todas as famílias cristãs que levam adiante a História do Natal.

O Natal está profundamente ligado a vida, ainda que tenhamos que lidar e passar pelo vale da morte. A morte é um fenômeno universal.