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Homilias

Homilia 36 Advento João Batista

Homilia 36

Advento

João Batista

Surge um homem chamado João Batista.

É um Profeta. Ele não se confunde com nenhuma autoridade judaica ou romana. Vai para o deserto.

Poderia estar no Templo de Jerusalém coberto de ouro e pedras preciosas.

O Templo era suntuoso, 20 vezes o Maracanã. Era o centro de todas as decisões, políticas, religiosas, culturais, etc.

Ali estavam as palavras dos governantes e se reuniam as mais altas autoridades.

João vai para a periferia. Vai para o deserto. Ele não é escravo dos seus bens. Deixa tudo. Suporta calor de 50 graus. No deserto não tem água, não tem comida, não tem sombra, não tem segurança. Não tem conforto nenhum. Tem que ficar de pé. Não tem onde sentar. A areia é quente. A pedra mais ainda. É a opção de João Batista. Ele não é um louco que prefere simplesmente o pior, pelo pior.

Ele é um pensador.

Ele é um profeta.

Ele faz parte do povo da Bíblia.

É um sábio – mensageiro.

Faz parte do povo eleito – escolhido, que espera pelo Messias. Prometido.

O Messias criaria uma nova vida. Uma vida feliz para todos, sem distinção. O mal e o malfeitor seriam banidos da face da Terra. O Messias chegaria a qualquer hora. As multidões desiludidas de tantas promessas humanas não acreditavam mais em soluções temporais.

De repente multidões vindas da Judeia e de todas as partes da Palestina se apresentavam a João Batista.

As autoridades judaicas de Jerusalém temiam um levante popular. Temiam perder o poder.

Mandam Embaixadores a João. Sacerdotes e Levitas, para perguntar quem é ele.

És tu o Messias?

Se Ele fosse Messias seria sumariamente preso e morto. Como foi preso e decapitado depois. Assim é a humanidade. Enquanto alguém ama, outro odeia mais.

A missão profética de João Batista é alertar o povo que o Messias está próximo, que Ele está no meio do seu povo.

Mas para acolhê-Lo é preciso converter-se, mudar de vida. É preciso amar a Deus e ao próximo.