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Homilias

Homilia 359 Pobreza Nascimento de Jesus

Homilia 359

Pobreza – Nascimento de Jesus

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

Mais uma vez o mês de dezembro fecha o ano de 1997. Fica para traz com um mundo conturbado por tantos males, tantas ameaças, tanta desordem e tantos desafios. Dentro do espírito de mais um Natal que vem chegando, invocamos Jesus Cristo que se fez por todos portador da Boa Nova do Reino de Deus. Chegamos quase ao final de mais um século e milênio, com uma multidão incontável de famintos, desempregados, excluídos, pobres, miseráveis, alagados, doentes, etc. Fazer o que com estas massas humanas? Qual a proposta? Quem vai fazer alguma coisa por eles? Os poderes públicos? Nós? Por que não se faz? Não há recursos? Não há espaço? Não há infraestrutura? Não há interesse? Por que a miséria humana? É bom prá alguém? Como se gastam e em que projetos se gastam os recursos humanos? Um bilhão de dólares por dia em armamento. Prá que? Prá quem? E quantos gastos supérfluos pelo mundo afora? Certamente dentro dessas massas humanas vivendo à míngua encontramos milhões de crianças como volta e meia vemos nos meios de comunicação em determinadas regiões do País – do Nordeste, do mundo afora. E nós certamente sentimos mal estar, inquietação, medo, vergonha, raiva, com um mundo assim.

Fazer o que? Por onde começar? Dentro do Espírito do Natal lembramos uma criança pobre que nasceu há 2 mil anos atrás. Numa gruta de pedra, espécie de abrigo natural de animais, viajantes, forasteiros, pastores. Por sua origem e importância esta criança poderia ter nascido no Templo de Jerusalém, no Palácio do Governador, junto a nobreza judaica, ou na casa de algum sumo sacerdote.

Esta criança nasceu pobre, humilde, no anonimato do campo, sem conforto, segurança ou bem-estar.