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Homilias

Homilia 35 Lázaro inc

Homilia 35

Lázaro

O Evangelho de hoje nos fala da vida, da morte e da ressureição.

Jesus chama Lázaro de dentro do sepulcro para fora.

Lázaro está ali sepultado há 4 dias.

Seu corpo está em decomposição. Processo natural depois da morte: a degradação.

Lázaro, grande amigo do Cristo está morto. Jesus sente tanto a sua morte que chora.

Agora Lázaro não ouve

Não sente

Não fala

Não se move

Lázaro é um cadáver.

As irmãs Marta e Maria também choram desconsoladas a sua morte.

Jesus era muito amigo desta família, situada em Betânia, há três quilômetros de Jerusalém. Eu estive na casa de Lázaro em 1999. Hoje só ruínas.

Cansado das longas caminhadas por vales, desertos, montanhas, planícies, à beira mar, sinagogas, Templo de Jerusalém, junto a multidões famintas e sedentas, no meio também de seus amigos e inimigos, Jesus se hospeda na casa d Marta e Maria como se fosse a sua casa e sua família.

Marta, Maria e Lázaro não tem pai, não tem mãe. Vivem felizes. Adotaram, por assim dizer, Jesus.

Quantas vezes Jesus ali estivera. Matou sua fome, descansou, partilhando do convívio, da alegria, da felicidade de um lar. Agora que o Cristo deveria estar presente – está ausente – está separado. Agora que ele deveria estar perto, está longe. Agora que Ele poderia mostrar o seu poder, Ele nem está em Betânia. Parece que desapareceu.

A notícia da morte de Lázaro chega aos ouvidos de Cristo. Ele se demora mais um pouco como se fosse descuidado, indiferente, mas vai para a casa de Marta e Maria.

O diálogo:

Agora Jesus está diante da sepultura e do cadáver. Jesus não tem a mínima dificuldade. Seu poder não tem limites sobre o que está para acontecer. E com tanta facilidade diz. “Tirai a pedra”.