Homilias
Homilia 345 A viúva e o Juiz
Homilia 345
A viúva e o Juiz
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Deus é o Senhor da Vida. Ninguém manobra Deus.
Dois personagens aparecem neste Evangelho:
Um Juiz caracterizado como um homem mau, ímpio, porque não respeita homem algum nem teme a Deus.
E uma viúva – provavelmente alguém fraca e desprotegida dentro da sociedade.
Esta viúva foi injustiçada por alguém. Provavelmente enganada ou roubada na sua herança, nos seus negócios.
Ela não está pedindo nada de extraordinário ao Juiz. Simplesmente pede seus direitos – o que é seu. Que lhe seja feita justiça.
O Juiz podia decidir, mas não decidia.
Conforme o Evangelho descreve, não decidia não porque não tivesse competência, poder. Não decidia por causa de sua maldade, perversidade. Era péssimo homem, pai, Juiz.
Porque depois de tanto esta viúva perturbar e insistir, ele mesmo afirma: “Vou fazer-lhe justiça, senão ela ainda vai acabar comigo.”
Então havia condições de se acertar esta situação. A Parábola termina assim:
Se este Juiz iníquo, por fim, fez justiça, quanto mais Deus que é bom, Pai, é justo Juiz – fará justiça.