Homilias
Homilia 34 Poço de Jacó 2
Homilia 34
Poço de Jacó (2)
Um lugar de encontro e de revelação.
Tantas vezes se serviu do Templo de Jerusalém – das Sinagogas – do Lago de Tiberíades – das montanhas – da casa de Pedro, de Lázaro, de Zaqueu. Quantas vezes Jesus se serviu das plantações de trigo, dos parreirais, da rede lançada ao mar para amparar seus ensinamentos.
Hoje Jesus se serve do Poço de Jacó. Ali está a melhor água da região. Talvez a melhor água da Samaria. Na Palestina a água é escassa e é sinônimo de sobrevivência e vida. Jacó dera de presente este poço a todos os seus descendentes. O poço era cavado na rocha. Tinha 3 metros de diâmetro e 30 metros de profundidade.
Ali bebiam peregrinos.
Moradores da Samaria.
Bebiam os rebanhos, animais, bebiam os estrangeiros.
Jesus está sentado no poço a espera de alguém que lhe dê um copo d’água. Ali Jesus se apresenta como um peregrino sedento. Calor de 40 graus. É deserto. Longa caminhada. Nada melhor do que a água das entranhas da rocha para matar a sede.
Pleno meio dia, uma mulher busca água. Veio de longe. De Sicar. 3 Km mais 3 de volta. Seis quilômetros. Vai com um cântaro na cabeça.
A família precisa desta água.
Fato estranho. É deserto. Um homem desconhecido junto ao Poço. Está com sede. Ele pede de beber. Jesus quebra um preconceito. Judeus e samaritanos não conversam. A mulher se assusta. “Como tu, sendo judeu, pede de beber a mim que sou samaritana? ”. Mas era cortesia oriental não negar um copo d’água a quem quer que fosse.
Jesus está com sede – sede física – sede de água, mas quem acaba pedindo água é a samaritana quando Jesus se revela como Filho de Deus. Ele acaba ficando três dias na Samaria.
Jesus se identifica como o Reino de Deus.