Homilias
Homilia 337 Visitação
Homilia 337
Visitação
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Este Evangelho nos mostra o encontro de duas mulheres há 2 mil anos atrás.
É um encontro extraordinário.
Uma se chama Maria – a outra, Isabel.
Uma mora em Nazaré – a outra nas montanhas da Judeia.
Aproximadamente uma distância de 300 km uma da outra.
Maria está grávida. Isabel também.
A caminhada de Maria é penosa – cansativa – desconfortável.
É muito longe. Sol forte. Calor de quarenta graus. Passa por montanhas – vales – planícies – desertos – tempestades de areia, perigos de animais selvagens – salteadores. Aproximadamente 10 dias de viagem.
Esta visita é cheia de mistérios. Envolve o humano e o divino. Não é uma visita de cortesia, de passatempo, mas, sim profundamente religiosa.
Elas são parentes. São duas mães. São duas crianças para nascer.
Uma se chama João. A outra Jesus.
Elas têm um recado para a humanidade. O Salvador está próximo. O Messias virá.
João é precursor.
Jesus é o Messias.
João leva as multidões ao deserto e às margens do Rio Jordão. Jesus passa por toda Judeia – Samaria e Galileia e se faz batizar por João Batista.
Um diria do outro: “Não sou digno de desamarrar-lhe as correias das sandálias.”
O outro diria: “Entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João Batista.”
Ambos pregam o Reino de Deus.
Os dois são perseguidos, presos, humilhados e condenados à morte.
Um é decapitado e o outro é cruxificado.
Dois mil anos depois, os dois permanecem vivos na alma de bilhões de pessoas.
João como o maior Profeta de todos os tempos.
Jesus como o Filho de Deus, ressuscitado dentre os mortos, venceu o mundo do pecado e das trevas.
Maria e Isabel transformaram-se em símbolo da fé e despojamento à serviço da História da Salvação. Maria visitou Isabel para trabalhar como doméstica, como empregada.
Lá preparou o alimento, acendeu o fogo, varreu a casa, lavou a roupa – a louça, buscou água na fonte, longe três quilômetros (ainda hoje existe). Se chama Fonte de Maria.
Regressa Maria para Nazaré 3 meses depois desta ajuda à sua prima Isabel.
Mais tarde, seus meses depois, estaria Maria na Gruta de Belém, com José é o menino Deus, celebrando o primeiro Natal.