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Homilias

Homilia 334 Maria

Homilia 334

Maria

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

A nossa cultura religiosa nos faz contemplar a figura de Maria com títulos muito elevados. A Mãe de Deus, Rainha do Universo, Rainha do Céu e da Terra. Via de regra sua mensagem sua mensagem chega até nós sempre revestida com um manto ricamente ornamentado – coroa de ouro e brilhantes na cabeça e outros símbolos de grandeza. São predicados, louvores, gestos que o povo de Deus lhe tributa pela sua importância de ter se tornado a mãe de Deus. Ela é muito mais do que uma simples mulher, princesa, rainha, miss universo mas antes de todos estes atributos, ela foi uma simples mulher que se vestia humildemente como qualquer outra mulher, camponesa, doméstica de Nazaré; é casada com um modesto operário carpinteiro (José).

Maria antes de ser apresentada ao povo de Deus de uma forma majestosa foi simples mulher, simples doméstica, simples moradora de Nazaré, simples dona de casa, simples vizinha de outra casa qualquer; trabalhando no dia-a-dia como uma mãe de família nas obrigações do lar:

- preparando a comida,

- cozinhando,

- acendendo o fogo, lavando a louça, buscando água na fonte, varrendo, lavando roupa, tecendo, deixando seu lar sempre em ordem.

Ela Maria de Nazaré, praticamente desconhecida de todos. Não fez nenhum milagre nem coisas extraordinárias. Deus não a levou na palma da mão como se fosse uma criatura angelical ou uma santa. Conheceu o sofrimento, a dor, a humilhação, o medo, o frio.

Passou por momentos extraordinários. Anunciação, a encarnação – Jesus no Templo, a condenação, a cruxificação, o silêncio da ressurreição – a ascensão ao céu – Pentecostes.

Dezenas e dezenas de anos de vida mais simples e pacata – mas se pôs de corpo e alma a serviço de Deus.

Nós criamos um personagem sobrenatural, sobre-humano – quase fantástico como se não um simples mortal.