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Homilias

Homilia 321 Natal de Luz e de Paz

Homilia 321

Natal de Luz e de Paz

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

Dois mil anos se passaram.

O mundo ainda celebra o Natal.

Por que celebrar o Natal? Que Natal?

O Natal da Bíblia e o Natal do vazio existencial feito só de coisas.

O Natal cristão e o Natal pagão.

O verdadeiro Natal e o Natal de fachada, de aparência.

O Natal será sempre maior do que todos os símbolos e arranjos natalinos.

É um acontecimento tão grandioso que mudou a contagem da história universal: antes e depois Dele.

Os homens não têm capacidade de celebrar tudo o que é o Natal, por isso os anjos o fazem: “Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade.”

Paz na Terra... Como seria o mundo em nenhuma arma?

O Povo da Bíblia esperava ansiosamente por um Messias. Ele estabeleceria a paz. Era mentalidade judaica que Ele viria ao mundo nascendo na cidade de Jerusalém, centro de todas as decisões.

Jesus nasce em Belém, cidadezinha pacata do interior, sem importância nenhuma aos olhos do mundo.

Dizia-se que o Messias nasceria no Templo coberto de ouro e pedras preciosas.

Ele nasce numa estrebaria que servia de abrigo aos animais do campo.

Dizia-se ainda que o Messias seria alguém todo poderoso, invencível e conduziria seus exércitos com mão de ferro.

Jesus nasce como criança pobre, frágil, humilde, pequenino e dependente de tudo e de todos.

Sabe que a vida passa pelas coisas do mundo.

Assim é o Deus do Natal, um Deus que se deixa ver, tocar, acariciar, sentir, embalar, contemplar, ninar e amamentar.