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Homilias

Homilia 320 Reis Magos

Homilia 320

Reis Magos

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

Estamos ainda bem perto da celebração do Natal.

Lembramos o Advento – as quatro semanas que nos separam no nascimento do Menino Deus na gruta de Belém.

Lembramos tantos símbolos de Natal: pinheirinho – presentes de Natal – presépios – cantos – liturgias de Natal – preces de Natal.

Lembramos os pastores – Anjos cantam “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados.”

Mas, lembramos também uma das cenas mais belas do Natal. A visita dos três Reis Magos. Eles vieram de muito longe seguindo uma estrela. O clarão desta estrela era diferente. Ao longo de dois mil anos esta estrela não se apagou. Ao contrário. Seu brilho foi sempre mais forte. Esta luz nunca se apagará, apesar do mundo das trevas e de tanta escuridão.

Rei Mago era chamado também de sábio, mestre, cientista, de pesquisador, astrônomo. Eles decifravam acontecimentos extraordinários e viviam nas casas das pessoas mais influentes.

Estes três Reis Magos tomaram uma grande decisão: seguir a luz da estrela.

Ver estrelas não é só olhar para cima, mas também. E eles enxergaram para além da estrela. Ali havia um sinal. Ali havia uma mensagem. Um recado. Multidões não viram esta estrela porque não bastava ver apenas com os olhos. Era preciso ver com o coração.

Os três Reis Magos olharam para além das estrelas – para além do seu palácio, para além de tantas coisas, para além deste mundo.

Eles sabiam que tudo o que eles tinham era temporário, provisório, descartável e que a chave da felicidade estava nas mãos deste menino da Gruta de Belém. E os três Reis Magos se tornaram estrelas também!