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Homilias

Homilia 312 A Vida Amarás teu Deus

Homilia 312

A Vida

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

Ninguém deste mundo viveu uma vida tão grandiosa, tão mística, tão marcante, tão bela, tão profunda, tão sábia, tão humana e tão divina como Jesus de Nazaré. Passados dois mil anos, Jesus Cristo é lembrado sempre de novo nos quatro cantos do mundo por milhões e bilhões de pessoas de todas as raças, línguas, culturas, povos e nações. Jesus Cristo está acima de todos os tempos, acima da história universal e de toda a humanidade. Ele atravessa séculos, milênios, gerações. Sem sua mensagem divina, sem sua doutrina, sem seu Evangelho de Filho de Deus, como seria a vida? Nós com nossa fé buscamos na Igreja, no Altar, na liturgia, nas Escrituras Sagradas; o sentido maior desta vida.

Todas as coisas deste mundo não preenchem o espírito humano. Por que? Porque são limitadas, são finitas, são temporárias e não impedem desta vida acabar. Mesmo assim a vida é a obra prima de Deus e está em permanente andamento, em permanente transformação. Ninguém nasce pronto, acabado, perfeito. A vida se faz, a vida é o que somos, o que queremos, o que fazemos. A vida é um permanente ensaio. Vai do berço à sepultura. Finados que o diga, e o Evangelho também. A vida é uma permanente decisão – opção – escolha. Assim esta vida pode ser bela, fascinante, grandiosa, feliz, bem sucedida, cheia de encantos, maravilhosa, misteriosa.

Esta vida é a vida que se comunica – ninguém nasceu para si. É vida que se doa – é vida compartilhada.

A vida que tem a outra face – a vida que se joga fora – que se degrada, que se torna vazia, sem valor, bruta como uma pedra, violenta, indiferente, desumana, insuportável, insustentável.

O Evangelho de hoje nos mostra o caminho da verdadeira vida.

Qual é este caminho?

Amarás o teu Deus de todo teu coração, com toda tua alma, com todo teu entendimento e amarás teu próximo como a ti mesmo.

Amém!