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Homilias

Homilia 303 A Parábola dos Trabalhadores

Homilia 303 (Publicado em 24/09/23)

A Parábola dos Trabalhadores

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

Introdução:

O contato, convívio, familiaridade e o relacionamento com Deus. É possível viver neste mundo sem fé, sem Deus, e ser feliz? É possível dar a vida um sentido fraterno e bom. O nosso convívio, contato, relacionamento com Deus é o alicerce, a razão de uma vida cristã e o caminho da Terra Prometida.

Homilia:

Sempre é tempo de vivermos a História de Jesus Cristo. Em qualquer lugar, em qualquer idade, em qualquer circunstância. Mas, haverá um momento em que a possibilidade acaba.

Por que? Porque o tempo não para e a vida vai embora. Vai adiante.

Na vida real vivemos muito mais a nossa história particular, pessoal, do que a história de Jesus Cristo. Somos prisioneiros das coisas do mundo.

Por que? Dependemos das coisas do mundo para sobreviver.

Por que muita gente – bilhões de pessoas – vivem na extrema miséria, passam fome, frio, humilhação, medo e morrem precocemente?

Porque não têm acesso aos bens deste mundo.

A palavra de Deus nos diz que sempre é tempo de vivermos a História que Jesus Cristo criou com sua própria vida, não só a sua história, desde o seu nascimento até a Páscoa. Mas também a história da salvação, a história dos discípulos, apóstolos – dos profetas e de todo o Povo de Deus. Muitas vezes nós preferimos viver a nossa história. Não que Deus não faça parte da nossa vida. Faz, mas de uma forma mais ocasional, mais devocional (de quando em quando é lembrado). Desgraça, calamidades, acidentes, tragédia, nos apertos da vida, nas dificuldades, nas doenças graves que levam a morte, etc. Ele faz parte de nossa vida de forma instantânea - passageira.

Na vida prática nós pensamos muito mais em nós do que Nele.

Pensamos nas conquistas deste mundo que nos possibilita uma vida bem-sucedida e feliz – lar – família – moradia – profissão – emprego – lazer – conforto – saúde – bem-estar. Nos entretemos com vizinhos, conhecidos, amigos, com os meios de comunicação e, de quando em quando, com Deus.

Os bens são bons? Não só são bons como são indispensáveis a vida. A vida passa pelas coisas do mundo. Não se vive sem alimento – água – oxigênio – moradia – sem saúde. Mas não podemos ser escravos nem dos bens e nem da vida.

A primeira leitura do Profeta Isaías diz: “Buscai o Senhor enquanto pode ser achado. Invocai-O enquanto está perto: volte para o nosso Deus”. Convívio, contato, relacionamento.

A segunda leitura de São Paulo aos Filipenses diz: “Jesus Cristo vai ser glorificado tanto pela minha vida quanto pela minha morte”.

São Paulo depois de uma vida apostólica diz: “Viver ou morrer – tudo é bom”.

Diz, ainda: “Tenho o desejo de partir. Para mim isto seria o melhor, mas para vós é melhor que eu continue vivo”.

Evangelho:

A Parábola dos trabalhadores.

O patrão saiu em busca de trabalhadores no mercado de trabalho – pavilhão.

De madrugada, às 9 horas, às 12 horas, às 17 horas. Muitos trabalharam mais, outros menos. O patrão não pagou pelo tempo que trabalharam, mas pelo mérito. Todos tinham boa vontade – não tiveram a mesma oportunidade.

A justiça divina não é a justiça dos homens.