Homilias
Homilia 295AB Ao pó as de tornar
Texto 49
Do Gênesis ao Apocalipse (falta um pedaço)
Mais uma jornada. Um dia normal como tantos outros dias. Em princípio a vida rotineira de todos os muitos imprevistos. Nada de novo sob o sol. Talvez alguma outra galáxia, mas fora do nosso alcance.
Perscrutando a natureza, tantas forças cósmicas no ar, bilhões de formas de vida, entre micro organismos e macro. Tão próximo o vento uivante que sopra no norte, parecia um lobo, ferido, faminto. Vento morno, prenúncia de tormenta. Estremecendo a vegetação e fronde das árvores seculares, passava por tantos obstáculos naturais como se não existissem. Impressionante! Em segundo o toque suave do violino e em frações de tempo a conflagração cósmica, raios, trovões, vendavais, temporais.
Onde está o regente desta fantástica orquestra? Mesmo invisível estaria em algum ponto do universo. Por que? Porque do nada, nada se extrai. O caminho era íngreme e cheio de pedras e não havia outro. Era preciso caminhar até o fim.
E depois, depois do último passo? E depois do horizonte? Ponto final?
No meio do furor da tormenta nem sempre era possível situar-se e resistir ao pavor que hora se multiplicava e hora diminuía.
Porque este cenário?
Poderia piorar ainda mais.
Um lado fascinante incendiava com sua luminosidade a amplidão.
Depois de um estafante percurso cochichou o personagem forasteiro. É ali. É ali. O Palácio do grande rei todo coberto de ouro e diamante e pedras preciosas. Ele tem poder sobre o tempo, a vida e a morte.
Um batalhão incontrolável de soldados executavam as ordens. Todos os habitantes deste mundo passariam obrigatoriamente por um portal gigantesco de pedras. Chegada o fim da existência. Cada qual é precipitado num abismo infinitamente grande que se estendia do topo da montanha ao centro da terra. Tudo está programado. Bilhões de bactérias se alimentam de restos humanos reduzindo, como diz a Bíblia, tudo a pó. “Lembra-te homem que és pó e ao pó as de tornar.”