← Todos os escritos

Homilias

Homilia 281 João Batista

Homilia 281 PUBLICADO EM 17/12/2023

João Batista – 3º. Domingo do Avento

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

Paira no ar de Jerusalém o sentimento sagrado de que o Messias estava próximo. Estava chegando. Um homem enviado por Deus se apresenta para dar testemunho desta verdade.

Este homem tem nome. Se chama João Batista. Seu testemunho é verdadeiro – não é dado por algum interesse pessoal, mas, pelo cumprimento de uma missão divina.

João é humilde. Nega ser Elias. Na concepção judaica – Elias voltaria a Terra para arrebatar o povo de Deus. João nega ser Elias. Ele é simplesmente arauto – mensageiro – precursor.

O Messias está próximo.

Este povo está convicto de que João Batista é um grande profeta. Ele nega. Ele é simplesmente mensageiro e diz a todos: “o Messias está chegando”.

Pela sua cultura religiosa, pela sua vivência cristã, João Batista tem um poder extraordinário.

Ele atrai multidões de todas as partes de Jerusalém e da Judeia, da Samaria, da Galileia. A sua fala arrasta, cultiva multidões. Todos deixam suas coisas, seus negócios – sua vida particular e acompanham João Batista pelo deserto afora. No deserto não há alimento – água – conforto – bem-estar, não há sombra; mesmo assim vale a pena estar no deserto. Muitos acreditavam ser João Batista o próprio Messias. João Batista deixa bem claro: ele não é o Messias. Ele não é a luz: ele apenas dá testemunho da luz.

Mesmo assim as multidões acreditavam ser João Batista o Messias. Era tão forte esta convicção de que João Batista era o Messias que autoridades do Templo de Jerusalém, Sacerdotes e Levitas, perguntam para saber se João Batista era o Messias: “Quem és tu?”

João responde: “Eu não sou o Messias”.

- “O que dizes de ti mesmo?”

- “Eu sou apenas a voz que grita no deserto: Preparai os caminhos do Senhor, conforme disse o Profeta Isaías”.

- “Se não és o Messias, por que batizas?”

- “Eu batizo com água. No meio de vós está aquele que vós não conheceis e que vem depois de mim e diante do qual eu nem sou digno de desamarrar-lhe as correias das sandálias”.