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Homilias

Homilia 277 A profecia da vinda do Messias

Homilia 277

A profecia da vinda do Messias

Frei Rui Guido Depiné o.f.m.

Iluminada por promessas e esperanças, Jerusalém, a Judeia, e por onde andava este povo, só falava da vinda de um Messias.

As legiões de Roma dominavam o mundo e impunham pesados impostos aos povos dominados. De todas as partes do mundo chegavam riquezas. As pessoas eram contadas para saber quantos eram os súditos.

Todos os rebeldes eram mortos.

Otaviano Augusto inaugura a Pax Romana. Ele também foi confundido com o príncipe da Paz. Anuncia-se por toda parte a chegada do libertador. Isto é dito de boca em boca, de escola em escola.

Há toda uma pregação nacional. Os Profetas falam, os livros sagrados registram. Por todas as províncias se comenta. Tanto nas cidades como no campo a atmosfera de um enviado por Deus era alimentada. Era difícil encontrar um lugar na Terra onde houvesse um judeu que não falasse da estrela de Jacó. Todos comentavam as promessas por Jeová a Abraão – pai do povo Hebreu. Falava-se de um descendente no qual todas as nações seriam abençoadas. Todos repetiam as palavras de Jacó, moribundo: que o cetro não se arredará de Judá até que chegasse o Enviado, esperança de todas as gentes.

Todos os sábados se recordavam das profecias que anunciavam a chegada de Emanuel (Deus conosco) – se falava de uma virgem que misteriosamente daria à luz a um menino extraordinário. Ele seria conselheiro. Deus forte – Pai de todos. Ele traria a paz. Ele seria o Senhor nosso Deus.

Pregaria a paz do alto dos montes de Israel e haveria de morar no meio do seu povo. Era tão forte este sentimento messiânico que as pessoas se saudavam assim: “O Senhor esteja convosco”. O outro respondia: “Ele está no meio de nós”.

Em Jesus se cumprem todas as profecias e o Reino de Deus.