Homilias
Homilia 198 Jesus no final da vida - Na casa de Meu Pai há muitas moradas
Homilia 198
Jesus no final da vida – Na casa de meu Pai há muitas moradas
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Três anos de convivência, catequese, ensinamentos, de caminhadas, de instrução, de doutrinação, do contato com tantas cenas, tantos milagres, tantas maravilhas, não foram suficientes para criar uma fé mais sólida, mais firme e decidida neste grupo de Jesus escolhera.
Jesus está no final da sua vida terrena. Fala ele, em diversas ocasiões, de sua prisão, seu sofrimento e morte na cruz. Os discípulos se apavoram. Ficam perturbados, confusos. O futuro é muito incerto sem Jesus Cristo. Teriam sido enganados pelo Cristo?
Quando as mais altas autoridades de Jerusalém determinam a prisão de Jesus, a impressão era que Jesus não tinha poderes de se defender. Parecia inferior a seus inimigos. Mais fraco, mais limitado.
Os discípulos sentem medo. Eles são muito mais limitados que o Mestre. Jesus tinha poderes extraordinários. Eles não tinham. Jesus fazia milagres. Eles não. Jesus tinha as multidões nas mãos. Eles não.
Se Ele desaparecer, eles terão o mesmo destino, a mesma sorte de muita gente que perdeu a vida.
Ameaças extraordinárias passavam pela sua cabeça. Não eram só imaginárias. Eram cenas de todos os dias. Quantos aventureiros que se diziam Messias ou Profetas já tinham sido executados?
Jesus percebe este medo e diz: “Não se perturbe o vosso coração. Vós credes em Deus. Crede também em mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Quando tiver preparado este lugar, voltarei. Levarei comigo aquele que foi fiel, aquele que acreditou. ”
Jesus fala de uma moradia não feita pelas mãos dos homens, pelo pedreiro, pelo arquiteto. Nem feita pelo material deste mundo, que o tempo destrói. Deus tem algo melhor.
Para quem deixa esta vida, todas as coisas deste mundo não interessam mais.
A vida eterna é outra dimensão. A Deus cabe estabelecer o que vem a ser esta nova moradia. Conquistá-la não cabe à Deus, cabe à nós.
O seguimento de Jesus exige um esforço permanente e sobre-humano.
A fé é algo que deve ser cultivada todos os dias, senão ela desaparece.
É que todas as coisas deste mundo também exercem um fascínio sobre o espírito humano, senão a droga não seria consumida por milhões e milhões de pessoas.