Homilias
Homilia 192 A parábola dos Operários
Homilia 192
A Parábola dos Trabalhadores
Frei Rui Guido Depiné o.f.m.
Introdução:
O Evangelho de hoje aborda o mundo do desemprego. Quanta gente a margem de tudo e sofrendo pela injustiça social. O Evangelho nos faz pensar.
Mais um domingo juntos.
Mais uma celebração de fé.
Um momento de louvor.
E Deus está no meio de nós.
Evangelho: A Parábola dos Operários
Jesus compara o Reino de Deus a um patrão que busca operários para trabalhar na sua vinha.
Saiu o patrão para uma praça pública lotada de desempregados.
Era um mercado de trabalho.
A parábola não diz: por que estavam desempregados?
Por que se chegou a uma situação social tão lastimável?
Não dizia a Bíblia: Que todos deveriam ter seu pedaço de chão, plantar, colher, e viver dos frutos da terra?
Por que muitos estão desempregados vivendo na miséria sem ter para onde ir? Porque mesmo a Palestina no tempo do Cristo estava nas mãos de poucas pessoas. Dali tantos desempregados.
Quando estive em Israel em 1999, o nosso guia dizia que um terreno de 15 X 50 metros custava um milhão de dólares. E uma casa não ficava por menos de 500 mil dólares.
Pobre só podia morar no deserto.
O patrão vai à praça pública em busca dos empregados.
Sai de madrugada, às 9 horas, às 12 horas, às 15 horas e sai às 17 horas. Combina com os primeiros uma moeda de prata.
Na hora de pagar a diária, chama os últimos e ele dá o mesmo salário dos primeiros.
Há uma contestação, um mal-estar, reclamações.
Porque os que trabalharam mais enfrentaram o sol, o calor e o cansaço; esperavam ganhar mais. O patrão paga todo mundo igual.
Ele pode ser visto como injusto ou como generoso. Depende dos olhos de cada um.
Entendeu o patrão que quem chegou por último não teve oportunidade de chegar antes. Não teve má vontade. Ninguém os contratou. Por isto os últimos são os primeiros e os primeiros são os últimos.