Homilias
Homilia 143 Liturgia Deus e Seu povo
Homilia 143
Liturgia, Deus e Seu povo
A liturgia é sempre uma celebração de fé. Fé individual, pessoal e fé comunitária. Fé de um povo que coloca Deus a sua frente. Este Deus tem a vida nas mãos. Por Ele viemos a este mundo. Por Ele voltaremos. Como, quando, onde, só Ele sabe.
Um povo existe ao longo de todas as gerações que pensa na história de Jesus Cristo.
- que quer viver sua história
- estudá-la, interpretá-la e fazer dela o sentido da caminhada. (sepultamento).
Para muita gente basta simplesmente viver.
Para muita gente basta ficar rico, ajuntar tudo o que puder.
Para muita gente basta alcançar o poder.
Para muita gente basta ter fama.
Para muita gente basta curtir a vida.
Cada um tem a cabeça que cultiva. Cada um se governa pelo que pensa.
Para muita gente – milhões e bilhões de pessoas é diferente: Deus é a base da vida.
Assim a vida de Jesus Cristo é tão grandiosa que não pode ser comparara a nada deste mundo.
Sua doutrina não se confunde com a sabedoria dos homens. Sua palavra, Sua pregação, Seu Evangelho, Seus milagres, Sua Parábolas, Seu nascimento, Sua morte e Sua Páscoa tocam o homem por dentro, na sua alma, no seu espírito, na sua interioridade, na sua consciência.
Uma joia, um bem material tocam o homem de forma limitada – porque as coisas serão sempre coisas.
Nada neste mundo substitui Jesus Cristo.
Nada neste mundo substitui Deus.
Nem fortuna
Nem sabedoria
Nem fama
Nem poder
A alma, o espírito, a vida serão sempre maiores do que todas as coisas deste mundo. E não há nada que impeça desta vida acabar e ir adiante e o homem, por mais que tenha ter que deixar tudo para trás.
E a pessoa tem que ir adiante independente da sua vontade e da sua crença, da sua forma de pensar e viver.
Ainda bem senão o corrupto comprava a eternidade também, mandava em São Pedro e dava ordens à Deus.
A liturgia deste domingo nos diz que Deus é sentido pelo Seu povo em forma de fome e de sede e Deus se compara a um pedaço de pão.
Sem alimento se perde esta vida.
Milhões morrem de fome por ano.
Quando escrevi estas palavras, Doma Tereza de Piraquara me entregou duas cestas básicas para alguém ser socorrido.
É assim que se mata a fome de Deus que está dentro de nós:
Partilhando a vida
Dedicando a vida e
Ajudando o próximo a viver.