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Homilias

Homilia 136 4a. Feira de Cinzas

Homilia 136

Quarta-Feira de Cinzas

Nesta quarta-feira a liturgia inclui um pouco de cinza que é benta sobre o altar com a qual é feito o sinal da cruz X na testa dos fiéis e são ditas estas palavras: “convertei-vos e crede no Evangelho”, pelo celebrante. É uma proposta grandiosa, divina. Conversão significa voltar-se à Deus. Abandonar o mundo do pecado. Crer no Evangelho significa acolher a palavra de Deus e pô-la em prática. A cinza representa o fim de alguma coisa que estava viva. Podemos imaginar uma árvore que estava cheia de folhas, flores, frutos. Uma macieira, laranjeira, um pinheiro, etc.

A árvore tem vida mas mais dia menos dia, ela morre e se transforma num punhado de cinza. Hoje muitas pessoas quando mortas são cremadas. Tudo se reduz a um pouco de cinza. Lembra isto as palavras da Bíblia sagrada que diz: “Lembra-te ó homem que és pó e em pó as de tornar”. Vira pó a matéria e não o espírito, a alma. O Deus que habita em nós é eterno. Muitas vezes um incêndio transforma um parque numa esteira de cinza.

- Quarta-feira de Cinzas?

- Abertura da Quaresma que vai até o Domingo de Ramos.

- Campanha da Fraternidade.

Na Igreja propõe um tema social a ser meditado – ao longo da Quaresma.

O Tema Fraternidade e Tráfico Humano.

É a compra e venda de pessoas como se fossem mercadorias. É o mundo da exploração do homem pelo homem.

- É o trabalho escravo.

A escravidão no Brasil matou milhões de negros trazidos da África e matou milhões de índios.

- Hoje existe pelo mundo afora o tráfico de crianças e adolescentes.

- O tráfico de mulheres sustentando a prostituição.

Diz o Papa Francisco: Isto é uma afronta à inteligência e à cultura humana. É a degradação do homem e banalização da vida.

Diz o Lema da Campanha da Fraternidade: É para a liberdade que Cristo nos libertou.

Que invoca a Santíssima Trindade.