Homilias
Homilia 133 Proximidades da Páscoa
Homilia 133
Proximidades da Páscoa
Jesus vai ao Templo de Jerusalém. Para o bom judeu – o templo é a Casa De Deus, é o Santuário de Deus. É a morada de Deus. É o lugar mais santo. Fica em Jerusalém. Jerusalém é conhecida como a Cidade Santa em função do Templo Sagrado. No Templo são feitas as celebrações religiosas. É feita a leitura dos livros sagrados, sua interpretação pelos rabinos, pelos Sumos Sacerdotes, pelos Mestres. São lembrados os Patriarcas, os Profetas, o Povo de Deus na história. No Templo é prestado um culto de louvor. Feitas orações. Para o Templo convergem pessoas peregrinas do mundo inteiro.
Vemos hoje Mesquitas que recebem 2 milhões de pessoas e ali ficam uma semana em jejum e oração (pôr do sol).
Na Páscoa era celebrada a libertação da escravidão – este Povo atravessaria o deserto em busca da Terra Prometida sob o comando de Moisés.
Neste domingo o povo em grande multidão vai ao Templo para as celebrações.
O que encontra? Milhares de pessoas prostradas, orando, cantando. O Templo transformado um imenso supermercado.
E o templo é um balcão de negócios. Os peregrinos eram explorados. Compravam mercadorias que eram oferecidas em sacrifício em holocaustos.
Em outras palavras o Templo Sagrado perdeu sua função, sua finalidade.
O Cristo contesta. Faz um chicote e expulsa a todos dizendo: “Não façais da Casa de meu Pai um covil de ladrões”. É claro que as classes dominantes que administravam o Templo ficavam, as custas da exploração, sempre mais ricos e o povo sempre mais pobre. Sempre foi assim.
Quantas vezes a religião foi manipulada em todos os tempos foi uma espécie de negócio em benefício próprio. Foi e continua sendo.
A Casa de Deus é a Casa de Deus.
E a religião deve ser esta sabedoria divina que me faz amar a Deus e amar o meu semelhante.